Imprensa francesa destaca perseguição a suspeitos de atentados em Paris

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9 de janeiro de 2015

França

Os jornais franceses destacam hoje (9), segundo dia de luto nacional, a operação policial para encontrar os autores do atentado contra o semanário Charlie Hebdo, com muitos retomando a frase "Eu sou Charlie" na primeira página. No diário Libération, a fotografia de um agente das forças de elite em uma rua aparentemente calma da região da Picardia ocupa toda a primeira página, com o título “A perseguição”.

Pessoas levam flores ao local.

No editorial intitulado "Liberdade, a nossa bússola", o diretor do jornal, Laurent Joffrin, escreve que "os terroristas não têm nenhuma hipótese de fazer prevalecer a sua louca tirania". "No momento da tempestade, [a liberdade] é a única bússola disponível e o cidadão ontem desencantado fica disposto a arriscar sua vida para conservá-la, como os cidadãos do Charlie Hebdo que vão continuar a sua missão na nossa casa", conclui o editorial do diário que acolhe, a partir de hoje, os jornalistas do veículo atacado na quarta-feira (7).

Na capa do Le Parisien, a fotografia de uma mulher colocando flores no prédio do Charlie Hebdo também ocupa toda a primeira página, com o título "O terrível relato dos sobreviventes", em referência ao testemunho do jornalista Laurent Léger, que participava de reunião na redação quando entraram os atacantes, mas conseguiu escapar.

O editorial "Um ímpeto de fraternidade" destaca "o testemunho dos que escaparam por milagre”, o que “confirma o horror absoluto do que se passou na quarta-feira de manhã". No Le Figaro, a capa está dividida entre duas fotos, a da manifestação na Praça da República, em Paris, e a das forças de elite envolvidas na busca aos suspeitos, acompanhadas pelos títulos "A França submersa pela emoção" e "Depois do massacre, a longa perseguição".

Sob o título "Em nome da nossa liberdade", o editorial de primeira página do Le Figaro pergunta: "Depois do massacre no Charlie Hebdo, na quarta-feira, do tiroteio de Montrouge, na quinta-feira, é impossível não se colocar a questão: quando e onde será o próximo ataque?". No diário L'Humanité, a primeira página é ocupada pela imagem de centenas de pessoas na Praça da República, com a legenda "Todos erguidos contra a raiva". O editorial do jornal diz, no título, que há "uma onda popular contra a raiva".

Fontes

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