Igreja da Bolívia critica nova lei do governo para a Educação

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19 de julho de 2006

Na Bolívia o arcebispo de Cochabamba, Mosenhor Tito Solari, disse que "ao estilo comunista, o governo impõe a sua ideologia". As declarações do arcebispo se referiram ao II Congresso Nacional de Educação que aconteceu semana passada nesse país e apreciou um novo projeto de lei do governo para a educação. Representantes da Igreja Católica criticam a nova lei. A informação é da agência de notícias do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM).

Sexta-feira passada o citado congresso aprovou o projeto governista de Lei Geral para a Educação que estabelece a educação laica em toda a Bolívia. Durante o evento, algumas organizações se retiraram sob o protesto de o congresso estar sendo politizado pelo partido governista Movimento ao Socialismo (MAS).

Muitos bispos expressaram a sua insatisfação com o resultado final do congresso. O bispo auxiliar de Santa Cruz de la Sierra, Monsenhor Estanislao Dowlaszewicz, disse que "alguns vivem hoje em dia com uma espécie de alergia à religião e à Igreja" e que isso representa "um perigo para o futuro da pátria".

Durante uma evento comemorativo, o arcebispo de La Paz, Monsenhor Edmundo Abastoflor, disse na presença do Presidente Evo Morales que "por mais importantes que sejamos nessa terra, há alguém que é mais importante do que nós".

O Ministro da Educação Félix Patzi disse em entrevista para o jornal La Razón que o objetivo da nova Lei Geral para a Educação é acabar como o "monopólio religioso da Igreja". Segundo Patzi: "na Bolívia o povo não é só da Igreja Católica, mas de outras correntes [religiosas] também".

Segundo a agência de notícias do CELAM, pesquisas indicam que na Bolívia 95% das pessoas são cristãs e 77% se declaram católicas.

Fontes