Hospital no Rio proíbe internações no CTI depois de infecções por superbactéria

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9 de outubro de 2014

Brasil

O Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte do Rio, fechou o centro de tratamento intensivo (CTI) adulto para novas internações, após a confirmação de cinco casos de infecção por uma bactéria resistente, conhecida como Acinetobacter. Além desses, foram identificados em duas enfermarias nove pacientes que, segundo a direção da unidade, foram colonizados – têm a bactéria, mas não desenvolveram nenhum tipo de doença. O alerta foi feito pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da própria unidade.

A médica infectologista da Fundação Oswaldo Cruz Diana Ventura explica que a Acinetobacter pode ser transmitida pelo contato tanto físico quanto com superfícies infectadas. “As bactérias costumam atacar principalmente as pessoas com sistema imunológico mais fragilizado e que dependem de dispositivos invasivos como suporte, como uma sonda, que podem servir de entrada para a doença.”

Segundo Diana Ventura, esse tipo de bactéria é muito encontrado em ambientes hospitalares, mas alguns cuidados devem ser tomados para evitar um surto de casos de infecção, entre os quais, a higienização constante, principalmente dos profissionais de saúde. "A infecção pela Acinetobacter é de difícil tratamento, pois a bactéria é muito resistente a antibióticos."

Médico do HFB e diretor do Sindicato dos Médicos do Rio, Júlio Noronha acredita que a falta de swab na unidade pode ter contribuído na disseminação da bactéria. “Estamos há dois meses sem um produto que se assemelha a um cotonete, usado em exame durante internação”, disse. “Sem ele [o swab], é difícil rastrear e ter controle sobre a proliferação de bactérias e isso pode ser uma das razões dos casos de infecção”, acrescenta. Segundo ele, os médicos do CTI e o Comissão de Controle de Infecção Hospitalar já haviam relatado o problema, mas o hospital não tomou nenhuma medida.

A dona de casa Maria de Lourdes Miranda Souza faz tratamento no HFB e mostrou preocupação. “Tive leucemia e, por causa do tratamento, tenho que vir aqui todo mês. Saber que vários pacientes estavam sendo infectados me deixou aflita. Fiquei com medo porque essa bactéria parece ser perigosa”, contou.

De acordo com a direção do HFB, além de restringir novas internações no CTI adulto, a unidade isolou em uma enfermaria os pacientes infectados e intensificou ações preventivas e de contato, como o não compartilhamento de máquinas e equipamentos de uso coletivo, além de aumentar o rigor na higienização das mãos por parte dos profissionais de saúde. “Estão sendo adotados todos os protocolos clínicos e terapêuticos indicados para a situação, aplicando com rigor a vigilância microbiológica da unidade”, destacou a direção do hospital.

Em relação ao swab, a direção afirma que o abastecimento do insumo já foi normalizado. Segundo a direção, dos nove pacientes colonizados, dois já receberam alta.

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