Hospital de São Paulo faz mutirão para diagnóstico de catarata

Brasil • 2 de novembro de 2014

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Idosos a partir de 60 anos participaram hoje (1º) de um mutirão para diagnóstico de catarata no Hospital Geral de Taipas, na zona Norte da capital paulista. Foram distribuídas 400 senhas para o atendimento, que não precisava de agendamento. Durante a triagem, especialistas faziam os exames necessários para encaminhamento do paciente ao pré-operatório. Os que tiveram diagnóstico de catarata farão cirurgia no próprio hospital, enquanto outras doenças oculares serão encaminhados para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) municipais.

Coordenadora do ambulatório de oftalmologia do Hospital Geral de Taipas, Maria Cristina Martins explicou que a catarata é uma das doenças oculares reversíveis que mais causa cegueira no país. “Existe uma demanda reprimida de pacientes. Eles não conseguem acesso ao tratamento por diversos motivos. Nosso objetivo é tentar conscientizar os pacientes e aproveitar o mutirão para triar aqueles que precisam de cirurgia”. Mensalmente, o hospital faz, em média, 50 operações de catarata.

Os principais sintomas da doença são baixa visão, principalmente para longe, perda do contraste de cores, embaçamento da vista e intolerância à luz. A diminuição é progressiva e pode ser detectada a partir dos 50 anos. O grau de evolução pode levar à cegueira. Mesmo assim, é possível reverter. “É uma evolução natural das pessoas. A partir dos 60 anos, todos teremos opacidade do cristalino, que é a lente do olho, mas depende de uma pessoa para outra. Alguns fatores específicos, incluindo os familiares, podem acelerar a evolução, como o diabetes”, salientou Maria Cristina.

Segundo ela, a operação é relativamente simples, com anestesia local e pequeno corte no cristalino. "Retiramos a parte afetada e colocamos uma lente artificial adequada às necessidades do paciente. Em algumas situações é feita pequena sutura com um microponto. Depois, é preciso apenas alguns breves cuidados, como evitar peso e não movimentar muito a cabeça para baixo. É possível levar uma vida normal, sem necessidade de ficar de cama. Até a alta defintiva, é necessário voltar ao oftalmologista nos dois meses seguintes à cirurgia”, acrescentou.

O aposentado Arnaldo Antonio dos Santos, 79 anos, revelou que há dois anos sente a visão embaçada. "Por isso, resolvi passar pelo mutirão. Estou usando óculos, mas não enxergo nada com o olho esquerdo. Espero que fique bem após a operação, porque quero viajar e continuar a dirigir para resolver minhas coisas”.

A pensionista Rita Maria da Silva, de 72 anos está com problemas de visão há dez anos. "Espero que a cirurgia seja rápida. É ruim para descer escada, andar. Piso em falso. Então, espero que dê tudo certo e que eu volte a enxergar com nitidez logo após a operação”.

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