Honduras rompe relações diplomáticas com a Venezuela

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Agência Brasil

21 de julho de 2009

O atual governo de Honduras expulsou hoje (21) os diplomatas venezuelanos do país. Segundo informações da BBC Brasil, o presidente Roberto Micheletti deu prazo de 72 horas para que os representantes da Venezuela deixem Honduras.

A vice-ministra das Relações Exteriores, Martha Lorena Alvarado, disse que a medida foi tomada “porque o governo venezuelano fez ameaças às Forças Armadas e se intrometeu em assuntos exclusivamente hondurenhos, desrespeitando a soberania do país”.

Desde o golpe militar que tirou o presidente Manuel Zelaya do poder em 28 de junho, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem sido um dos maiores críticos da gestão de Micheletti. Ele chegou a pedir que os Estados Unidos pressionem mais o governo de Micheletti ,retirando os militares americanos da base que o país mantém em Honduras.

Ontem (20), a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que Honduras poderia enfrentar o que chamou de graves consequências ,se o governo interino não acatasse os pedidos internacionais pela volta do presidente deposto. Os Estados Unidos já suspenderam US$ 16,5 milhões em ajuda militar e podem suspender mais US$ 200 milhões em empréstimos multilaterais.

A União Europeia informou que está estudando “formas diferentes” de pressionar pelo diálogo entre as duas partes. O bloco já anunciou o congelamento de mais de US$ 90 milhões em ajuda para Honduras.

De acordo com a agência de notícias Télam, por causa da crise em Honduras, os Estados Unidos podem adiar a ratificação do nome de Thomas Shannon como embaixador no Brasil. Indicado por Barack Obama em maio, Shannon atualmente é o responsável por assuntos da América Latina no Departamento de Estado.

O pedido de adiamento da votação foi feito pelo senador republicano Jim De Mint, que não concorda com a posição do governo americano em relação à situação em Honduras e disse que Zelaya, o presidente deposto, pretende ser “um ditador do estilo de Chávez, usando a violência para retornar ao poder”, ainda segundo a Telam.

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