Hillary Clinton “avisa” Irão sobre programa nuclear

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Agência VOA

22 de julho de 2009

A secretária de Estado, Hillary Clinton disse quarta-feira que os Estados Unidos podem oferecer um "guarda-chuva de segurança" aos seus aliados no Golfo, para deter uma eventual ameaça nuclear do Irão. Clinton, que se encontra na Tailândia para um diálogo regional com os ministros dos Negócios Estrangeiros da ASEAN, disse também que os Estados Unidos estão preocupados sobre a possível ajuda nuclear da Coreia do Norte a Mianmá (antiga Birmânia).

Clinton afirmou que os Estados Unidos não perderam as esperanças de que o Irão possa ainda ser persuadido pelas potências mundiais a abandonar o projecto de enriquecimento de urânio que os Estados Unidos e os seus aliados europeus pensam estar relacionado com armas.

Mas acrescentou que, se as negociações falharem e o Irão adquirir capacidade de fabricar armas nucleares, os Estados Unidos responderão com acções "fortes" e estão preparados para oferecer aos aliados regionais um "guarda-chuva de segurança" para evitar a intimidação iraniana.

Os comentários de Clinton na televisão tailandesa foram os mais acutilantes de um alto funcionário americano, até agora, sobre o que Washington fará se o Irão adquirir armas nucleares.

Hillary Clinton afirmou ainda haver muitas oportunidades para o Irão ser dissuadido do seu curso aparente, através de negociações com os países permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha, os "P-5 mais Um", que ofereceram incentivos para Teerão por fim as suas actividades nucleares.

Se tais esforços falharem, Clinton disse que os Estados Unidos tomarão acções que limitarão um Irão nuclear de ameaçar os seus vizinhos.

"Nós queremos que o Irão avalie que se os Estados Unidos estenderem um guarda-chuva de segurança sobre a região, se apoiarem mais a capacidade militar dos países do Golfo, será improvável que seja mais forte, porque não terá capacidade para intimidar e dominar como aparentemente julga que pode, uma vez que tiver uma arma nuclear."

A secretária de Estado americana acrescentou que o caminho das negociações continua aberto mas que os "P-5 mais Um" não vão manter a janela aberta para sempre.

Quanto as preocupações dos Estados Unidos sobre notícias de que a Coreia do Norte poderá conceder assistência nuclear a Birmânia, Clinton disse:

"Queremos tentar focar as atenções em países que teem um relacionamento directo, ou partilham uma fronteira com a Birmânia, como a Tailândia, para que possa haver uma frente unida contra o que poderá acontecer. Não estou a dizer que irá acontecer, mas queremos estar preparados para enfrentar, se for caso disso."

A Coreia do Norte enviou um representante ao fórum regional da ASEAN. Clinton não se vai encontrar com o diplomata norte-coreano, mas funcionários americanos não puseram de parte um contacto com ele através de outros membros da delegação.

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