Heráclito Fortes e José Múcio falam sobre a defesa de Sarney contra acusações

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3 de agosto de 2009

Brasília, Distrito Federal, Brasil


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), cancelou participação na inauguração de uma livraria do Senado num dos prédios da Casa. Ao alegar “compromissos oficiais” em sua residência, Sarney pediu para que o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI) o representasse. Mas, na mesma hora, Sarney estava em seu gabinete, no Anexo 1.

“O presidente Sarney tinha programado a sua presença aqui. Ele estava preparado para vir, mas pediu que eu lhe representasse porque tinha compromissos em sua residência”, disse Heráclito.

No primeiro dia após o recesso parlamentar, Sarney chegou ao Senado no meio da manhã cercado por seguranças. Ignorou a presença da imprensa e se dirigiu ao seu gabinete de apoio no Anexo 1 da Casa.

Heráclito Fortes evitou comentar as pressões para que Sarney deixe o cargo. O presidente da Casa responde a 11 representações no Conselho de Ética, e diversos senadores afirmam que não há mais clima político para a permanência dele no comando da Casa.

“Não vou comentar neste momento”, disse. “sou secretário da Casa presidida por Sarney, me considero impedido de falar. Trato apenas das questões administrativas”, completou Heráclito.

José Múcio

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse que o Sarney, está disposto a enfrentar as denúncias de irregularidades no Senado.

“Tenho conversado com o presidente Sarney e ele está disposto a enfrentar, já que todas as questões ele tomou a decisão de passar pra frente, contratou sindicâncias, chamou a Fundação Getulio Vargas, toda denúncia que surge tem sido investigada, a ele também interessa que seja esclarecido”, disse após participar da reunião de coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Questionado se o governo mantém o apoio a José Sarney, mesmo após a declaração feita por Lula na dia 30 de julho de que a crise no Senado não é um problema seu, Múcio disse que “ninguém foi mais solidário [a José Sarney], até pela amizade que tem e pelo respeito a história de cada um, do que o presidente”.

Múcio disse também que cabe aos senadores avaliar quais as medidas necessárias para solucionar a crise no Senado e que o governo torce para que esse momento passe e tudo seja esclarecido.

Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que tem a primeira reunião de trabalho marcada para amanhã, o ministro Múcio disse que não há qualquer inquietação do governo em relação ao assunto. “A inquietação do governo é zero, não há inquietação do governo com relação à CPI da Petrobras, estamos querendo é que o Senado e a Câmara produzam porque o país está precisando.”

Fontes


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