Habitantes do Zango queixam-se de discriminação

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Angola.

Agência VOA

30 de outubro de 2014

Angola

Alguns moradores transferidos para o Zango 2 continuam a lamentar serem os parentes pobres da política habitacional do Estado angolano.

Eles viviam na zona costeira da Boavista e questionam a falta de condições de habitabilidade quando comparados com as centralidades do Kilamba por exemplo. Cinco meses depois a VOA voltou ao Zango para verificar as condições e, segundo os moradores, não mudou muito.

Um morador do Zango 2 ouvido pela VOA e que não quis ser identificado disse que os moradores do Zango 2 são discriminados pelo Governo que dá melhor tratamentos aos moradores da vizinha centralidade do Kilamba.

Quem vai para o Kilamba encontra tudo, mobília não sei o que mais, já aqui no Zango não temos nada, sem sanita, sem porta, nada.
Lamentou morador que pediu não ser identificado.

Até hoje diz não entender as razões desta diferença.

O activista cívico da Open Society, Emílio Manuel diz haver ainda um deficit em termos de políticas de habitação viradas para os mais pobres. "Construção de habitação condigna para os pobres ainda não existe”, disse.

“É só olharmos para os preços das casas nos Kilambas e qual é o pobre que em função do salário mínimo da função publica consegue uma casa?”, interrogou-se para acrescentar que “não há casas para pobres"

"Continuamos a ver novas demolições e expropriações de terras e muitas delas não são por utilidade publica, mas por interesses privados e sem indemnizar as pessoas lesadas e daí surgem os Zangos 3 e 4 ou Quissamas ou Mayombe, nos quais são reassentadas famílias sem qualquer condição de habitabilidade", afirmou Manuel.

Sobre o assunto, o deputado pela bancada parlamentar do MPLA, João Pinto pediu alguma ponderação nas criticas feitas que nem sempre têm fundamento.

"Temos que ser razoáveis ao criticar porque Angola é um dos poucos países, [e isto é um estudo do professor Vicente Pinto de Andrade] que utilizou bem a gestão dos recursos petrolíferos no combate a pobreza", defendeu Pinto.

Fonte[editar]

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