Governo dos Países Baixos renuncia após escândalo envolvendo benefícios sociais

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19 de janeiro de 2021

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Rutte em 2012

Por Ria Novosti

O primeiro-ministro Mark Rutte dos Países Baixos (Holanda), um dos líderes há mais tempo no poder da Europa, e seu gabinete renunciaram na sexta-feira passada, 15 de janeiro por causa de um relatório que destacava a falha sistemática de seu governo em proteger milhares de famílias. O documento indicou que auditores avaliaram com rigor excessivo estas famílias, que perderam benefícios sociais importantes, ficando empobrecidas.

Rutte e seu gabinete continuarão dirigindo o governo na qualidade de interlocutores, com eleições gerais já marcadas para março. Seu partido de centro-direita atualmente lidera as pesquisas eleitorais. Os outros partidos de sua coalizão, que também foram afetados pelo escândalo, não devem convocar eleições antecipadas por causa da pandemia.

“Erros foram cometidos em todos os níveis que levaram uma grande injustiça para milhares de famílias”, disse Rutte em entrevista coletiva. “Pessoas inocentes foram criminalizadas e suas vidas destruídas e este gabinete assume a total responsabilidade" sobre isto.

Rutte disse que o relatório que levou à queda do gabinete foi "duro como prego", mas "justo".

Ele entregou sua renúncia e a de todo o gabinete ao rei Willem-Alexander. Ele cumpria seu terceiro mandato como primeiro-ministro e liderava o país desde 2010. Se seu partido obtiver a maior parcela de votos nas próximas eleições, ele poderá cumprir um quarto mandato.

O relatório concluiu que “uma injustiça sem precedentes” foi cometida contra famílias inocentes, algumas das quais foram forçadas a reembolsar imediatamente enormes quantias recebidas em auxílio-creche. Em muitos casos, um erro administrativo, como a falta de uma assinatura, foi suficiente para que as autoridades fiscais classificassem os pais como fraudadores e multassem as famílias em até dezenas de milhares de euros, reporta o relatório.

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