Governo defende que parlamentares evitem levar crise no Senado para o lado emocional

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Agência Brasil

30 de julho de 2009

Brasília, Distrito Federal, Brasil


Às vésperas da reunião do Conselho de Ética que vai decidir o destino das cinco representações partidárias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), além de duas denúncias dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), a orientação do Palácio do Planalto a seus aliados políticos é evitar que levar o assunto para o lado emocional. A reunião está marcada para terça-feira (4).

Em conversa com a Agência Brasil, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, reafirmou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Sarney. Ele acrescentou que, no que se refere ao Palácio do Planalto, a ação será no sentido de resolver esse assunto “com equilíbrio”. "Não há uma avaliação do Palácio do Planalto [sobre a evolução da crise no Senado]". Segundo Múcio, o presidente tem sido solidário a José Sarney e entende que não se pode "emocionalizar" a situação. O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), reafirmou que o partido vai agir “com reciprocidade” e encaminhará representação contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AL), ao Conselho de Ética, na próxima semana. Calheiros afastou qualquer possibilidade de José Sarney se afastar ou renunciar à presidência do Senado por conta das denúncias envolvendo seu nome.

Sobre uma conversa que Sarney deverá ter com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima semana, Renan Calheiros afirmou que em nenhum momento será para tratar de um eventual afastamento do comando do Senado. Segundo o peemedebista, a pauta inclui a avaliação do momento e a retomada dos trabalhos legislativos neste segundo semestre.

O líder peemedebista disse à Agência Brasil que conversou hoje com Sarney, que teria defendido uma reação do PMDB diante da decisão do PSDB de bancar as denúncias encaminhadas contra ele ao conselho pelo líder tucano Arthur Virgílio. “Conversei hoje com ele e me disse que o partido tem que agir.”

Sobre a eventual renúncia do presidente, o líder do PMDB foi taxativo: “Sarney jamais admitiria renunciar. Isso está fora de cogitação. O senador está aceso, firmíssimo. Renúncia, licença, não resolve a vida de ninguém, nem do governo, nem do Senado, nem do Sarney, só agrava.”

Quanto às ponderações do ministro José Múcio, o parlamentar disse que o PMDB tem buscado “até agora o bom-senso e o equilíbrio”. O problema, na avaliação de Renan Calheiros, é que a partir de um determinado momento os partidos passaram a encampar as denúncias no Conselho de Ética.

Fonte


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