Governo admite inflação maior que o previsto

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23 de maio de 2014

Brasília

O governo federal admitiu que a inflação será maior que o previsto em 2014. No Relatório de Receitas e Despesas do Orçamento, relativo ao segundo bimestre deste ano, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida que é considerada a inflação oficial do país, passou de 5,3% para 5,6%. Ainda assim, a inflação deste ano seria menor que a de 2013, quando ficou em 5,91%. Conforme o Ministério do Planejamento, "A estimativa de inflação é compatível com a meta estipulada para fins de política monetária e com a trajetória para este índice observada até o momento". O relatório também afirmou que não houve liberação de despesas acima dos R$ 44 bilhões anunciados em fevereiro deste ano.

O mercado financeiro esperava uma inflação de 6,43% segundo um levantamento do Banco Central feito semana passada, portanto mais alta que a estimada pelo governo. O uso do método IPCA, que calcula a variação média de preços de produtos e serviços em 11 regiões metropolitanas do país, prevê uma meta de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, nos anos de 2014 e 2015. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano manteve a estimativa em 2,5% de alta, superando a expectativa do mercado, que era de 1,62% para a economia brasileira.

Fontes[editar]