Galp quer investir R$ 13,7 bilhões nos próximos cinco anos

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10 de março de 2008

A Galp Energia apresentou nesta segunda-feira um plano de investimentos de 5,3 bilhões de euros para o período 2008-2012, dos quais cerca de 3 bilhões de euros serão investidos em Portugal.

A empresa afirmou que com este investimento em projetos em território nacional vai contribuir para o equilíbrio da balança energética do país, com uma redução de cerca de 520 milhões de euros na fatura das importações e a criação de mais 7.300 empregos diretos e indiretos.

A apresentação do plano de investimentos aconteceu após a inauguração do novo edifício da sede da Galp Energia, em Lisboa, a qual contou com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.

A Galp vai investir 2,8 bilhões de euros no negócio da refinação e distribuição em projetos de modernização das refinarias do Porto e de Sines, nos quais serão aplicados mais de 1 bilhão de euros, no desenvolvimento de unidades de produção de biodiesel de segunda geração, bem como na conclusão da compra da rede da Agip Ibérica.

Estima-se que o projeto de conversão das refinarias venha a representar uma poupança de mais de 6% na fatura energética anual no país, com reflexos significativos ao nível da balança comercial portuguesa. No negócio da exploração e produção, onde está concentrada a maior parte da atividade internacional da Galp Energia, serão investidos 1,5 bilhão de euros para a exploração de petróleo nos blocos de Angola e Brasil.

Este investimento contempla ainda o desenvolvimento de outras atividades no Brasil, em Portugal, Moçambique, em Timor Leste e ainda na Venezuela onde está em estudo o desenvolvimento, em parceria com a Petróleos da Venezuela, de um terminal de liquefação de gás natural.

A Galp espera atingir com este plano de investimentos uma produção de cerca de 150 mil barris de petróleo por dia, ou seja, cerca de 47% das necessidades de abastecimento de petróleo bruto, e de 3 a 6 bilhões de metros cúbicos de gás natural, ou seja, entre 45 e 95% do mercado de gás natural em Portugal.

Além destes projetos, a Galp disse que avalia a participação em projetos de produção e exploração na Venezuela e na Líbia.

No negócio do gás e eletricidade a Galp quer investir 1 bilhão de euros no crescimento da rede de retalho de gás natural, através da construção de mais 2.105 quilômetros de rede de distribuição, do aumento da capacidade de armazenamento em 45 milhões de metros cúbicos, da construção da central de ciclo combinado em Sines e dos projetos de co-geração e energia eólica.


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