Forças etíopes conduzem ofensiva para capturar Mekelle

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28 de novembro de 2020

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O governo regional do Tigré disse no sábado que as forças do governo etíope estão a conduzir uma ofensiva militar para capturar a capital regional, Mekelle.

A Reuters reporta que, numa mensagem de texto para a agência de notícias Debretsion Gebremichael, o líder da Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), disse que Mekelle estava sob "pesado bombardeio".

A agência de notícias francesa AFP disse que trabalhadores humanitários confirmaram fortes bombardeios na capital do Tigré.

A Reuters também cita Billene Seyoum, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro etíope, dizendo que as forças etíopes não "bombardeariam" áreas civis, acrescentando que "a segurança dos etíopes em Mekelle e na região do Tigré continua como prioridade para o governo federal".

Na sexta-feira, a agência de notícias da Etiópia disse que as forças etíopes avançavam em várias cidades próximas à capital regional do Tigré.

O tenente-general Hassan Ibrahim disse em comunicado na sexta-feira que as forças federais capturaram Wikro "e vão controlar Mekelle em alguns dias".

Não houve confirmação independente das reivindicações do governo. As conexões de telefone e internet para a região caíram desde o início da ofensiva militar do governo no início de novembro.

Enquanto isso, o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, após uma reunião com enviados da União Africana, descartou mais uma vez negociar com líderes da região de Tigré.

Abiy encontrou-se na sexta-feira em Addis Abeba com três enviados da UA - os ex-presidentes Ellen Johnson Sirleaf da Libéria, Joaquim Chissano de Moçambique e Kgalema Motlanthe da África do Sul.

Uma declaração emitida após a reunião disse que Abiy apreciou o compromisso dos enviados da UA "com o princípio das soluções africanas para os problemas africanos." Ele disse que o seu governo estava comprometido com a "proteção e segurança de civis", mas não fez menção de manter negociações com a TPLF.

Abiy, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz no ano passado por encerrar um impasse de duas décadas com a Eritreia, anunciou uma ofensiva militar contra o governo regional em Tigré em 4 de novembro, dizendo que era em resposta a um ataque das forças de Tigré contra uma base militar do governo. Acredita-se que milhares de pessoas foram mortas desde então.

Mais de 43.000 refugiados fugiram para o Sudão.

O Comité de Resgate Internacional disse na sexta-feira que está extremamente preocupado com um desastre humanitário iminente, observando que meio milhão de pessoas vivem na capital regional do Tigré, Mekelle.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, enfatizou na sexta-feira a necessidade de garantir a proteção de civis, direitos humanos e acesso à ajuda, de acordo com o porta-voz da ONU Farhan Haq.

Um comunicado do Vaticano na sexta-feira disse que o Papa Francisco renovou o apelo pelo fim do conflito e pelo diálogo político para resolvê-lo. O Papa apelou a ambos os lados pela proteção de civis.

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