Fabricação de vacinas cubanas na Venezuela gera "falsas expectativas"

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15 de abril de 2021

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O anúncio do governo de Nicolás Maduro de que produzirá dois milhões de doses por mês da vacina candidata cubana contra COVID-19, Abdala, não caiu bem na comunidade médica da Venezuela, onde apenas 750.000 unidades de produtos russos e chineses imunizou menos de dois por cento da população.

Segundo especialistas em saúde, os planos revelados pelo governo venezuelano sobre Abdala, ainda em sua última fase de estudo e investigação, criam "falsas expectativas" e uma "falsa sensação de segurança" entre os cidadãos.

Maduro informou no último domingo que assinou um acordo com o governo cubano para a produção da vacina candidata, que a Organização Mundial da Saúde ainda não aprovou como imunizante para o novo coronavírus.

Segundo o presidente venezuelano, "ali para o mês de agosto, setembro" a cota de produção será atingida. Sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, especificou dias antes que a fabricação do Abdala será feita no laboratório estatal Espromed Bio, em Caracas, de onde ela fez o anúncio junto com uma delegação do governo cubano.

Há preocupação com o anúncio no campo médico venezuelano, afirma Huníades Urbina-Medina, pediatra de terapia intensiva, secretário da Academia Nacional de Medicina e ex-diretor do Hospital Infantil JM De los Ríos.

“Estamos muito preocupados com esse tipo de anúncio. Não é uma vacina. Está em fase de investigação. Isso pode levar meses (sua aprovação como vacina). Crie uma falsa expectativa. Produz uma falsa sensação de segurança na população”, declara o pediatra intensivista de Caracas.

A Venezuela registrou na semana passada novos registros diários de infecções, entre 1.300 e 1.600, e óbitos (até 14 em 24 horas) por COVID-19. Desde o início da pandemia, os números do governo de Maduro mostram 173.000 infecções e cerca de 1.800 mortes pelo novo coronavírus.

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