Exportações do Brasil para a Argentina diminuem 16% no primeiro semestre

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Agência Brasil

2 de julho de 2012

Brasília — As barreiras impostas pela Argentina para compras do exterior refletiram nas exportações brasileiras que tiveram queda de 16% no primeiro semestre deste ano. Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No acumulado de janeiro a junho do ano passado, os embarques externos para o país vizinho somaram 10,43 bilhões de dólares. O valor é 1,6 bilhão de dólares maior que o registrado em 2012.

Apesar das barreiras impostas pelo país vizinho, o secretário-executivo do ministério, Alessandro Teixeira, atribuiu o resultado à crise internacional.


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Com a crise, o conflito agrava. A gente não nega, tivemos alguns percalços no processo comercial com a Argentina. Devemos ter resultado positivo para este mês de retomada de alguns produtos. O responsável é a situação econômica internacional que afeta a Argentina e está nos afetando também.

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Alessandro Teixeira



As presidentas do Brasil (Dilma Rousseff) e da Argentina (Cristina Kirchner), em 2011
(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Teixeira destacou que houve melhora no diálogo com a Argentina sobre a relação comercial entre os dois países. "As nossas negociações têm sido muito positivas nos últimos meses. Na medida em que o tempo vai passando e a gente vai conseguindo ter uma relação mais estreita nas negociações, algumas sensibilidades vão se tornando mais simples de serem tratadas".

O secretário-executivo acredita que o tom adotado pelo governo brasileiro tem gerado resultados positivos. "O Brasil nunca deixou de ter uma posição clara e dura na defesa dos interesses nacionais. Tem horas que tem que apertar mais um pouquinho e horas que solta. Se não tiver sensibilidade, vai criar relação insustentável para as duas economias".

Também houve redução nas exportações para a Europa Oriental (38%) e para a União Europeia (7%). Em contrapartida, as vendas externas tiveram alta de 2,04 bilhões de dólares no primeiro semestre. Também cresceram as exportações para a África e a China, em 5,27 bilhões e 1,11 bilhão de dólares, respectivamente

Fontes[editar]


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