Estudo aponta impacto do transplante de células-tronco nas imunodeficiências

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28 de fevereiro de 2015

Brasil

Transplantes de células-tronco hematopoiéticas têm sido decisivos no tratamento de imunodeficiências congênitas no Brasil. É o que comprovou um estudo do Grupo de Trabalho de Transplante Pediátrico, da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), apresentado no início do mês, em San Diego, nos Estados Unidos, durante encontro internacional.

O estudo avaliou 166 pacientes com imunodeficiência primária, submetidos ao transplante entre 1992 e abril de 2014, em dez diferentes centros transplantadores do país, entre instituições públicas e privadas. A maioria dos pacientes era do sexo masculino, com menos de 3 anos de idade, visto que a doença se manifesta quase sempre de maneira precoce e apresenta alto índice de morbimortalidade, se não diagnosticadas na fase inicial.

De acordo com a coordenadora do levantamento na Universidade Federal do Paraná, Carmem Bonfim, o transplante de células-tronco hematopoiéticas é curativo na maioria dos casos de imunodeficiências primárias. “Esses resultados nos possibilitam obter referenciais de condutas terapêuticas e, com isso, aperfeiçoar e ampliar a capacidade de realização destes procedimentos em países como o Brasil”, ressaltou.

No caso da imunodeficiência combinada grave e da síndrome de Wiskott-Aldrich, a sobrevivência global em três anos foi de 60% e 79%, respectivamente. “Sem o transplante, a grande maioria dos bebês com imunodeficiência combinada grave morre antes de completar um ano de vida”, esclareceu Carmem.

Ela lamentou que no Brasil o maior problema ainda seja o diagnóstico precoce para o tratamento adequado, a tempo, dessas crianças. Faltam leitos e estrutura adequados para o transplante, mas estima-se que dezenas de crianças morram anualmente por não terem sido diagnosticadas a tempo de começarem o tratamento, ou mesmo o transplante”, comentou ela.

As imunodeficiências primárias somam ao todo mais de 200 tipos de doenças hereditárias, e são quase todas raras. Elas alteram os mecanismos normais de defesa do organismo e aumentam as chances de infecções e outras doenças. Apenas alguns centros são capacitados a realizar o procedimento no país. O primeiro transplante desse tipo, no Brasil, foi feito em 1992, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Fontes

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