Ensino melhora pouco nos anos iniciais e desaponta no médio

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5 de setembro de 2014

Brasil

Os dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2013, divulgados nesta sexta-feira (5) pelo MEC (Ministério da Educação), mostram que o Brasil só conseguiu bater a meta de qualidade nos primeiros anos do ensino fundamental (do 1º ao 5º ano). Nas demais séries, as notas foram insatisfatórias e o país não atingiu as projeções feitas para 2013.

No ensino médio, os alunos tiraram 3,7 na avaliação divulgada hoje - a mesma nota do ano do Ideb 2011. Sem avanços, o país não conseguiu alcançar a meta de 3,9 projetada para 2013. Além disso, as notas do ensino médio de treze Estados tiveram queda no Ideb de 2011 para 2013. São eles: Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Roraima, Tocantins, Amazonas, Amapá, Maranhão, Bahia e Mato Grosso.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o maior avanço ocorreu nas redes estaduais: de 5,1 em 2011 para 5,4 em 2013. Nas escolas municipais de todo o país, a nota também aumentou, saindo de 4,7 em 2011 para 4,9 em 2013. Os governos municipais são os principais responsáveis por essa etapa de ensino na rede pública do país. As escolas particulares atingiram a melhor nota: 6,7 em 2013.

Na segunda fase do ensino fundamental, as redes estaduais saíram de 3,9 em 2011 para 4,0 em 2013. A nota das escolas municipais continuou a mesma, 3,8 nas duas últimas avaliações do Ideb. Nesta etapa, a rede privada caiu de 6,0 em 2011 para 5,9 em 2013. Já o ensino médio teve o pior desempenho nas três redes. Entre as públicas, escolas estaduais e municipais mantiveram a nota 3,4. Já as privadas caíram de 5,7 para 5,4.

O Ideb é divulgado a cada dois anos e leva em conta os resultados da Prova Brasil. São disponibilizadas as notas para os anos iniciais (1º ao 5º anos) e finais (6º ao 9º anos) do ensino fundamental e para o ensino médio. Em coletiva sobre o tema na tarde desta sexta, o ministro Henrique Paim afirmou que o crescimento do Ideb nos anos iniciais é "importante". "Em relação aos anos finais, nós conseguimos elevar essas crianças que estavam num patamar muito baixo. Não conseguimos atingir a meta e elevar esse patamar, nós precisamos trabalhar para ter o desempenho necessário para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio", afirmou.

Fontes[editar]