Encontro no Brasil discute a proteção a acervos de museu e coleções

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Agência Brasil

7 de julho de 2012

Brasília — Pela primeira vez, uma reunião de porte vai discutir a proteção dos museus e coleções em todo o mundo. Organizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o encontro será realizado de quarta-feira (11) a sexta-feira (13), no Rio de Janeiro, com a participação de especialistas de cinquenta países.

Apesar de sua grande relevância cultural, os museus se defrontam com a fragilidade das medidas de proteção aos seus acervos. Dessa percepção surgiu, segundo o Ibram, a necessidade de se promover um debate internacional sobre o patrimônio museológico. De acordo com o órgão, vinculado ao Ministério da Cultura, um dos objetivos da reunião será discutir a viabilidade da adoção de normas internacionais capazes de minimizar a vulnerabilidade dos museus e coleções a situações de risco.

A pintura Marine, de Claude Monet foi roubada no Brasil em 2006 e ainda não foi recuperada.

No Brasil, em 2006, no que é considerado um dos maiores roubos de arte do Brasil, quatro homens roubaram Os Dois Balcões, de Salvador Dali; A Dança, de Pablo Picasso; Marine, de Monet e Jardim de Luxemburgo, de Matisse, do Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro. Até agora as telas não foram recuperadas.

Em 2008, três homens roubaram as gravuras O Pintor e Seu Modelo e Minotauro, Bebedor e Mulheres, de Pablo Picasso; o óleo sobre tela Mulheres na Janela, de Di Cavalcanti; e o guache sobre cartão Casal, de Lasar Segall (1891-1957) da Estação Pinacoteca, na Estação da Luz, no centro de São Paulo. As quatro obras foram recuperadas.

Internacionalmente, entre os roubos mais famosos estão o do quadro O Grito, de Munch, roubado do Museu Nacional de Oslo na Noruega em 1994 e recuperado três meses depois; Campo de Trigo com Corvos, de Van Gogh, roubado em 1991 do Museu de Amsterdã e recuperado poucas horas depois e dois Renoir (entre eles Conversa com um Jardineiro) e um Rembrandt roubados em 2000 do Museu Nacional da Suécia, em Estocolmo. Um Renoir foi recuperado cinco meses depois, e outro Renoir e o Rembrandt foram recuperados apenas cinco anos depois. Já dois Van Goghs, entre eles Vista do Mar em Scheveningen, roubado do Museu Van Gogh em Amsterdã em 2002 ainda não foram recuperados e estão entre as obras mais procuradas pelo FBI.

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Ibram, José do Nascimento Junior, participam da sessão de abertura do encontro, no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, às 9h do dia 11. Também estarão presentes a presidente do Comitê Executivo da Unesco, Alissandra Cummins, e o chefe da Seção de Museus do organismo, Christian Manhart. A reunião também tem apoio da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

Indicados pelo secretariado da Unesco, os especialistas convidados para o encontro são diretores de museus, representantes de governos e de organismos internacionais e intelectuais da área museológica. Durante os debates, até sexta-feira (13), eles estarão divididos em cinco grupos de trabalho.

Fontes


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