Em nova polêmica, Bolsonaro disse que queria bater em repórter

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24 de agosto de 2020

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O presidente Jair Bolsonaro se envolveu em outra polêmica com a imprensa ontem e disse para um repórter de O Globo, após este perguntar o porquê da primeira-dama Michelle Bolsonaro ter recebido quase de 90 mil reais de Fabrício Queiroz, ex-assessor ligado a um dos filhos do presidente, Flávio, e que está sendo investigado na chamada Operação Furna da Onça, que "tenho vontade de encher a boca com uma porrada".

No entanto, a reação do presidente indignou rapidamente não só jornalistas e veículos de imprensa, mas também usuários do Twitter, que passaram a repetir a mesma pergunta do repórter na rede social. Segundo o El País, a pergunta “presidente Jair Bolsonaro, por que sua esposa, Michelle, recebeu 89.000 de Fabrício Queiroz?” teve mais de 1 milhão de postagens, incluindo as das atrizes Bruna Marquezine e Paola Oliveira. "Com um histórico longo de agressões verbais a jornalistas, ao vivo e nas redes sociais, o presidente teve de encarar uma reação imediata desta vez", enfatizou o jornal.

O jornalista e analista político Reinaldo Azevedo escreveu hoje em sua coluna do UOL que a pergunta do jornalista era "legítima, correta e necessária" e que o presidente queria "encher de porrada a boca da democracia". Ele ainda adicionou: "Por que uma resposta como essa? Bem, em primeiro lugar, porque ele não pode falar a verdade, certo? Vai dizer o quê?"

Atritos com a imprensa

Os ataques à imprensa aumentaram com o agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil, principalmente contra a Rede Globo e o Jornal Nacional (JN). No dia em que o Brasil atingiu 100 mil mortes pela Covid, após o JN daquele dia, o presidente twittou que a emissora havia comemorado como se fosse "a final de uma Copa do Mundo".

Segundo um levantamento da ONG Repórteres sem Fronteiras, Bolsonaro atacou a imprensa 53 vezes nos primeiros seis meses deste ano. Os ataques também partiram de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (43 ataques), o senador Flávio Bolsonaro (47) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (63).

A Operação Furna da Onça

A Operação Furna da Onça investiga a participação de deputados estaduais do Rio de Janeiro em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Entre estes deputados está Flávio Bolsonaro, atualmente senador, que teria tido ajuda de Fabrício Queiroz, então seu motorista e amigo da família Bolsonaro, na lavagem de cerca de 1,3 milhões de reais.

Na época, Márcia, esposa de Queiroz, e as duas filhas do casal também tinham cargos no gabinete de Flávio.

Atualmente, tanto Fabrício como sua esposa Márcia, que tiveram mandatos de prisão expedidos, usam tornozeleira eletrônica.

Fontes

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