EUA pedem extradição de 50 membros das FARC acusados de narcotráfico

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30 de março de 2006

Colômbia —

O governo dos Estados Unidos da América solicitou a extradição de 50 membros das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC), incluídos os membros do Secretariado da organização. As FARC são assinaladas como responsáveis pelo fornecimento de 60% da cocaína que ingressa no país norte-americano, mercadoria avaliada em cerca de US$25 bilhões.

Karen Tandy, administradora da DEA, afirmou numa conferência de imprensa realizada na quarta-feira (22): "hoje é o princípio do fim para as FARC e seu estilo selvagem de justiça".

Alberto Gonzales, Promotor Geral dos Estados Unidos, disse: "devido à cooperação sem precedentes entre as autoridades colombianas e as americanas, estamos mais certos do que nunca de conseguir nosso objetivo de levar perante a Justiça dos Estados Unidos os líderes deste grupo narcoterrorista (...) [O indiciamento] é um golpe no coração das operações de narcotráfico das FARC, que encheram nossas comunidades de cocaína".

Para incentivar as capturas, o governo americano passou a oferecer US$75 milhões em recompensas para quem fornecer informação que permita a captura do líder máximo das FARC Pedro Antonio Marín (conhecido também como Manuel Marulanda Vélez ou Tirofijo), Raúl Reyes, Iván Márquez, Iván Ríos, Mono Jojoy, Timochenko e Alfonso Cano (membros do Secretariado), entre outros.

O Ministro de Defesa da Colômbia Camilo Ospina anunciou total cooperação: "faremos o necessário para cumprir as ordens de captura e para extraditá-los".

No ano passado, Simón Trinidad e Nayibe Rojas Cabrera (apelido Sonia) foram extraditados para os Estados Unidos onde estão a ser processados.

Fontes