EUA lançam ataque contra Estado Islâmico na Síria

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Agência Brasil

23 de setembro de 2014

Síria — Os Estados Unidos e países aliados lançaram na madrugada de hoje (início da noite de ontem no horário de Brasília) ataques aéreos contra os extremistas do Estado Islâmico (EI) na Síria, informou no final de noite de ontem (22) o Pentágono. “Posso confirmar que o Exército norte-americano e as forças das nações aliadas estão fazendo as ações militares contra os terroristas do Estado Islâmico, usando caças, bombardeiros e mísseis Tomahawk”, disse o porta-voz contra-almirante John Kirby em comunicado.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou, no dia 10 de setembro, estar pronto para lançar ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria, ampliando a campanha militar que está ocorrendo contra os jihadistas no Iraque. Barack Obama afirmou que os Estados Unidos iriam liderar uma "ampla coligação" para eliminar a ameaça que o Estado Islâmico representa, mas insistiu que não serão enviadas tropas norte-americanas para combater em território estrangeiro como parte da operação.

Resultados[editar]

Nas primeiras horas da manhã de hoje, foram contabilizados 58 pessoas morreram nos bombardeios liderados pelos Estados Unidos contra os jihadistas do Estado Islâmico na Síria, informou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdel Rahman. Segundo ele, 50 delas eram combatentes da Frente Al Nusra, o ramo sírio da Al-Qaeda, mortos num ataque com mísseis contra uma das suas bases em Alepo, no Norte do país.

Os outros mortos eram civis, entre os quais duas crianças e uma mulher, vítimas de um bombardeio da coligação internacional contra a região de Kafr Darian, na fronteira das províncias sírias de Alepo e de Idleb (ou Idlib).

Os Estados Unidos anunciaram ontem o início da ofensiva internacional contra o Estado Islâmico na Síria, sem mencionar a Frente Al Nusra, mas, hoje em comunicado, o Pentágono admitiu ter atacado também bases de um grupo ligado à Frente Al Nusra a Oeste de Alepo.

O texto informa que aviões norte-americanos atacaram um refúgio do grupo Khorassan esperando ter “impedido a preparação de ataques contra interesses ocidentais” por parte de um grupo formado por “aguerridos veteranos” da Al Qaeda que encontrou refúgio na Síria, “onde pode preparar tranquilamente ataques ou atentados, construir e testar engenhos explosivos e recrutar ocidentais para lançarem esses ataques”.

“No total, oito ataques visaram campos de treino, uma instalação de produção de explosivos e munições, um edifício de comunicações e instalações de comando”, informou o Pentágono no comunicado.

Abdel Rahman afirmou que, além das posições da Frente Al Nusra, aviões internacionais alcançaram as bases do Estado Islâmico nas províncias de Raqqa (ou Ar-Raqqah), Deir ez-Zor (ou Deir al Zur), Al-Hasakah (ou Al Hasaka) e Alepo.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que recolhe informação com uma rede de militantes da oposição e socorristas no terreno, afirmou, por outro lado, desconhecer que combatentes do Estado Islâmico tenham sido mortos ou feridos nos ataques. Segundo a organização, a coligação lançou mais de 50 ataques nas últimas horas.

O porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano, o contra-almirante John Kirby, anunciou na segunda-feira que os Estados Unidos e “nações aliadas” iniciaram a ofensiva contra o Estado Islâmico com uma combinação de caças-bombardeiros e mísseis Tomahawk a partir de navios no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico.

Fontes oficiais disseram que cinco estados árabes estão envolvidos na ofensiva: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Catar.

O governo sírio afirmou hoje que apoia e está preparado para colaborar com “qualquer esforço internacional” contra os grupos jihadistas, desde que a soberania nacional e as resoluções internacionais sejam respeitadas.

Fontes[editar]

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