Durão Barroso e Lula defendem acordos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o presidente da União Européia, Durão Barroso, no Palácio do Planalto. Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

20 de março de 2008

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, reuniu-se ontem (19) com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu a necessidade de atuação conjunta em diversas questões de interesse global. Entre elas, as negociações por um regime pós Protocolo de Quioto, com novas metas de redução de emissões de gases causadores de efeito estufa. Para Barroso, nesse contexto, ganha especial relevância o estabelecimento de um mercado global para os biocombustíveis.

“Com o papel de liderança do Brasil na questão dos biocombustíveis, estamos trabalhando juntos para garantir que os biocombustíveis serão sustentáveis, serão bons para o ambiente, serão bons para reduzir os gases com efeito estufa e, portanto, para garantir a qualidade de vida do nosso planeta”, destacou o presidente da Comissão Européia, órgão executivo da União Européia.

A retomada das negociações de um Tratado de Livre Comércio entre Mercosul e União Européia, outro tema que interessa aos dois presidentes, também foi tratada na reunião de hoje. “A discussão que estamos fazendo sobre a questão da parceria União Européia e Mercosul é uma coisa para nós extremamente importante, e temos trabalhado nesse sentido”, disse Lula.

Na declaração conjunta, os dois mandatários reafirmam que os acordos regionais são importantes complementos do sistema multilateral de comércio, reiteram o interesse mútuo na conclusão do acordo de associação entre Mercosul e União Européia e destacam a “conveniência mútua” de retomar plenamente as negociações o mais cedo possível.

O documento também menciona possibilidades de cooperação triangular, com terceiros países que manifestem interesse e salienta a necessidade de reforma das Nações Unidas.

Os dois presidentes também reiteraram o interesse em dinamizar a cooperação no campo da navegação e observação por satélite e no de pesquisa em energia de fusão nuclear e mencionam a possibilidade de cooperação entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Europeu de Investimento (BEI), em especial na área da mitigação dos efeitos da mudança do clima e no financiamento do projeto brasileiro de trem de alta velocidade.


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