Donald Trump reuniu com Macron após tweet crítico

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Agência VOA

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10 de novembro de 2018

Na noite de sexta-feira, logo que o “Air Force One” aterrou no aeroporto de Orly, Trump publicou uma mensagem na qual dizia que o apelo de Macron por um exército europeu era “muito insultante”.

Os presidentes norte-americano e francês abordaram as suas diferenças sobre a segurança europeia, neste sábado, após Donald Trump ter, à chegada, criticado imediatamente seu anfitrião.

No arranque da reunião, no Palácio do Eliseu, em Paris, o presidente dos Estados Unidos pediu novamente uma melhor partilha dos custos da defesa da Europa.

"Queremos uma Europa forte", disse Trump.

Emmanuel Macron respondeu: "Acredito que precisamos de mais capacidades europeia, mais defesa europeia".

Na presença da imprensa, os dois líderes evitaram qualquer crítica um ao outro.

Na noite de sexta-feira, logo que o “Air Force One” aterrou no aeroporto de Orly, Trump publicou uma mensagem na qual dizia que o apelo de Macron por um exército europeu era “muito insultante”.

Nesse tweet, Trump sugeriu que a Europa deve primeiro pagar "seu quinhão" no Tratado Atlântico Norte (NATO) antes de contemplar uma força.

Durante uma visita à Frente Ocidental da Primeira Guerra Mundial em Verdun, Macron disse, à rádio Europe 1, que perante a ameaça revigorada de Moscovo, a Europa precisa "se defender melhor sozinha" e os europeus não podem se proteger sem um "verdadeiro exército europeu".

“Acho que estamos muito mais perto do que parece"

Nessa entrevista, Macron também criticou o recente anúncio de Trump de que Washington se retirará do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, que limita as armas nucleares, assinado, em 1987, pelo presidente americano Ronald Reagan, e o líder da antiga União Soviética Mikhail Gorbachev.

A "principal vítima" da retirada, argumentou Macron, é "a Europa e sua segurança".

As autoridades francesas, no entanto, dizem - sem dar detalhes - que Trump não compreendeu os comentários de Macron, realçando que o presidente americano disse ao seu homólogo francês, neste sábado, que “acho que estamos muito mais perto do que parece".

Defesa europeia

O presidente francês acrescentou que a Europa também precisa se proteger "da China, Rússia e até dos Estados Unidos da América".

Nove ministros da defesa de países europeus estão numa discussão sobre a forma de funcionamento de tal força internacional.

Líderes europeus interpretaram as exigências de Trump por bilhões de dólares adicionais em gastos na defesa como uma ameaça para os Estados Unidos abandonarem a NATO, uma aliança com cerca de 70 anos.

Mas a ideia de um exército europeu tem apoio limitado em Berlim e Londres. Analistas políticos e de defesa questionam se os países europeus têm a vontade, dinheiro ou material militar para substituir a força dos Estados Unidos.

A ideia de uma Comunidade Europeia de Defesa foi inicialmente proposta pelo primeiro-ministro britânico Winston Churchill, em 1950, mas rejeitada pelo parlamento francês.

A questão volta a estar em foco, à medida que dezenas de líderes mundiais se reúnem em Paris para comemorar o fim da guerra que terminou na 11ª hora do 11º dia do 11º mês do ano 1918. Nessa guerra, foram mortas 40 milhões de pessoas.

O presidente americano viajou para a Europa com a primeira-dama Melania Trump para participar na cerimónia deste domingo, no Arco do Triunfo.

Rejeição do globalismo

Os Estados Unidos e a França - que foi o primeiro país a reconhecer formalmente a declaração de independência dos Estados Unidos, dois anos antes da Grã-Bretanha - foram aliados nas duas guerras mundiais e parceiros na estrutura de segurança da NATO.

A aliança é composta de forças separadas de diferentes nações membros que são colocadas sob um comando unificado sempre que realiza uma missão.

No entanto, desde que assumiu o cargo, há quase dois anos, Trump questionou repetidamente o pacto de defesa mútua e criticou duramente os países europeus por não cumprirem as promessas de gastar dois por cento de seu produto interno bruto na defesa.

Ele também enfatizou que os Estados Unidos precisam se cuidar primeiro, antes das necessidades de outras nações, rejeitando o conceito de globalismo.

Fontes

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