Dilma vistoria obras e visita túnel da Ferrovia Norte-Sul

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Agência Brasil

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15 de março de 2012

Anápolis, GO, Brasil — A Presidenta da República, Dilma Rousseff percorreu hoje (15), em um tipo de vagão chamado de auto de linha, usado para inspecionar trilhos, um trecho da Ferrovia Norte-Sul, na cidade de Anápolis, em vistoria às obras.

A viagem da presidenta começou com a vistoria ao túnel 2 da Ferrovia Norte-Sul, localizado no trecho entre Anápolis e Palmas (capital do Estado de Tocantins). Esse trecho tem 855 quilômetros de extensão e 95% das obras concluídos, com investimentos de R$ 2,92 bilhões.

Pouco depois, em Goianira, Dilma tem reunião de trabalho com os responsáveis pela obra, em canteiro do trecho que liga Ouro Verde (também em Goiás) a Estrela d'Oeste (interior do Estado de São Paulo). Com 680 quilômetros de extensão, 23% das obras desse trecho estão concluídos e a previsão de investimentos é R$ 2,7 bilhões até 2014. Os dados sobre os dois trechos da ferrovia são do Ministério dos Transportes.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, acompanha a presidenta na visita às obras. Ao ter a confirmação da ida de Dilma ao estado, Perillo, que é do PSDB, partido de oposição ao governo, divulgou nota elogiando o “espírito republicano e a relação democrática que seu governo [da presidenta Dilma] mantém com todas as unidades federativas”. O governador disse que a Ferrovia Norte-Sul vai mudar o perfil econômico de Goiás, com melhoria na área da logística.

Visita[editar]

A Presidenta Dilma Rousseff percorreu hoje em um tipo de vagão chamado de auto de linha, usado para inspecionar trilhos, um trecho da Ferrovia Norte-Sul, na cidade de Anápolis, em vistoria às obras. A visita, que durou cerca de 20 minutos, também foi acompanhada pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, e pelos ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

Por volta das 11h40, os integrantes da comitiva visitaram o túnel 2 da ferrovia e ouviram explicações dos engenheiros que trabalham na obra. De Anápolis, a presidenta seguiu de helicóptero para Goianira, onde tem uma reunião de trabalho com técnicos no canteiro de obras do lote 1 da Ferrovia Norte-Sul.

A ferrovia é uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e, quando concluída, terá cerca de 3 mil quilômetros de extensão que farão a integração de regiões do país, reduzindo o custo do transporte de cargas e favorecendo o crescimento de projetos agropecuários e agroindustriais nesse eixo. O projeto da ferrovia é executado pela Valec (Engenharia, Construções e Ferrovias), empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes.

Após se reunir com empresários responsáveis pela construção de trechos da Ferrovia Norte-Sul, na cidade goiana de Goianira, a presidenta Dilma Rousseff disse que até 2014 o trecho entre Açailândia (oeste do Maranhão) e Estrela d’Oeste (noroeste de São Paulo), que tem a extensão de 2.225 quilômetros, estará concluído.

“Pretendemos até 2014 estar com ela [a ferrovia] funcionando com locomotivas e trens transportando cargas e pessoas de Estrela d'Oeste até Açailândia e deixaremos sempre os projetos para a continuidade dela até o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul”, disse Dilma, em entrevista a jornalistas.

A conversa com os empresários durou cerca de duas horas, e Dilma relatou que foi feita uma avaliação sobre o estágio das obras. Eles também são os representantes das empresas responsáveis pelos trechos que vão de Aguiarnópolis até Palmas (ambas em Tocantins), de Palmas a Anápolis e do que se estende de Anápolis a Estrela d’Oeste. Entre os empresários, estavam representantes de grandes empreiteiras como Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez.

A presidenta fez questão de destacar que essa não é uma visita política, mas uma visita de trabalho. “É uma visita de trabalho em que descobrimos o que está faltando, o que pode ser solucionado”, disse.

Histórico[editar]

É a primeira visita da presidenta Dilma Rousseff ao estado de Goiás desde que foi eleita em 2010. A Ferrovia Norte-Sul faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e, quando concluída, terá mais de 3 mil quilômetros de extensão que farão a integração de três regiões do país (Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste), reduzindo o custo do transporte de cargas e favorecendo o crescimento de projetos agropecuários e agroindustriais nesse eixo. Em construção desde 1987, as obras da ferrovia foram interrompidas diversas vezes, desde condições da crise econômica brasileira (1987 a 1988 e 1991 a 1992), casos de corrupção de desvio de verbas, o que levaram a suspensão da ferrovia por quase uma década.

Fontes[editar]

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