Dilma classifica reportagem da Veja de "terrorismo eleitoral"

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25 de outubro de 2014

Brasil

A candidata Dilma Rousseff, em seu programa eleitoral desta sexta-feira (24), chamou de “terrorismo eleitoral a reportagem de capa da revista Veja com denúncias sobre o esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato. A matéria foi publicada nessa quinta-feira (23), na edição online da revista. De acordo com a candidata, a reportagem “agride nossa tradição democrática”.

“Sou uma defensora intransigente da liberdade de imprensa, mas a consciência livre da nação não pode aceitar que mais uma vez se divulgue falsas denúncias em meio a um processo eleitoral, em que está em jogo o futuro do Brasil. Os brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas. E eu darei minha resposta a eles na Justiça”, disse.

Segundo a matéria da Veja, em depoimento à PF como parte do processo de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef teria dito que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff tinham conhecimento das irregularidades na Petrobras. No programa eleitoral, Dilma acusou ainda a revista de tentar interferir no resultado das eleições que ocorrerão, em segundo turno, no próximo domingo (26). “Hoje a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética, pois insinua que eu tenha conhecimento prévio dos malfeitos na Petrobras, e que o presidente Lula seria um dos seus articuladores. A revista comete essa barbaridade, essa infâmia contra mim e Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, é um crime. É mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal no resultado das eleições”.

Sobre as denúncias de um esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela PF, Dilma disse que fará “o que for necessário” para investigar e punir quem tiver cometido atos de corrupção. “Farei o que for necessário, doa a quem doer, toda vez que houver necessidade de investigar e de punir aqueles que mexem com o patrimônio do povo”.

A fala de Dilma no programa eleitoral foi fracionada e publicada simultaneamente, por sua assessoria, no seu perfil oficial no Twitter. Foram 16 postagens que resumiram o que a candidata disse sobre a reportagem da Veja. A campanha de Dilma Rousseff acionou a Justiça Eleitoral para tentar impedir a divulgação da reportagem, mas teve o pedido negado pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga.

Fontes[editar]

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