Dia de crises no mercado global

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17 de março de 2008

O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, admitiu hoje que houve um agravamento na crise financeira internacional e que se refletiu em todos os mercados no mundo. "As bolsas caíram em todos os lugares, inclusive aqui no Brasil. A quebra daquele banco Bear Stearns causou uma certa comoção, é o quinto maior banco de investimentos americano" disse.

Segundo ele, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), tomou medidas que poderão acalmar o mercado, com a redução da taxa de redesconto (cobrada pelo banco central ao emprestar a outros bancos).

Mas o dia começou com uma notícia já bombástica: a venda do banco de inevstimentos Bear Stearns ao rival JP Morgan por apenas US$ 236 milhões, cerca de 10% do valor de mercado antes da crise subprime. O Fed cortou, em um raro encontro em um fim de semana, sua taxa de redesconto para 3,25%, além de aprovar uma ajuda para empresas financeiras e o financiamento da compra do Bear Stearns.

Segundo o "The New York Times", a ação do Fed foi vista como forma de evitar o "derretimento" do sistema financeiro americano. O temor é de que a crise de crédito se espalhe para outros bancos e contamine ainda mais o crescimento da maior economia do mundo.

O mercado também agora espera atentamente à decisão sobre os juros americanos, que será definido pelo Fed amanhã. Estima-se que o BC americano cortará a taxa de juros em 0,75 ponto percentual.


Fontes