Dia da Parteira: OMS faz alerta sobre a falta de profissionais

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5 de maio de 2021

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A OMS divulgou hoje dados de um relatório da UNFPA - 2021 State of World’s Midwifery report by UNFPA - que aponta a falta de cerca de 900.000 parteiras em todo mundo, o que representa mais de 30% desta força de trabalho. A Organização também alerta que a pandemia de covid-19 exacerbou ainda mais este problema, com muitas parteiras sendo encaminhadas para outros serviços de saúde.

Segundo a OMS, 4,3 milhões de vidas poderiam ser salvas todos os anos se houvesse parteiras suficientes para o correto atendimento às gestantes, parturientes, puérperas e até bebês.

"As parteiras não atendem apenas aos partos. Elas também fornecem cuidados pré-natais e pós-natais e uma variedade de serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo planejamento familiar, detecção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis e serviços de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes", reporta a Organização.

"As parteiras desempenham um papel vital na redução dos riscos de parto para mulheres em todo o mundo", disse o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS.

Desigualdade de gênero

A falta de investimento nesta força de trabalho "é um sintoma de que os sistemas de saúde não priorizam as necessidades de saúde sexual e reprodutiva de mulheres e meninas e não reconhecem o papel das parteiras - a maioria das quais são mulheres - para atender a essas necessidades. As mulheres representam 93 por cento das parteiras e 89 por cento das enfermeiras", alerta ainda a OMS.

Catherine, Duquesa de Cambridge, apoia a causa

Para marcar o Dia da Parteira, Catherine, futura rainha consorte do Reino Unido e patrona da instituição Nursing Now, conversou hoje com a parteira ugandense Harriet Nayiga, líder do projeto Transformação Comunitária.

A Duquesa fez diversas perguntas, mas uma em específico, sobre como é o atendimento às mulheres parturientes em Uganda. Nayiga respondeu que muitas não vão aos hospitais, principalmente quando fazem parte de populações que enfrentam grave discriminação, ou são atendidas por "parteiras tradicionais", sem treinamento. "Senti que tinha que preencher essa lacuna antes que as mulheres tivessem complicações sérias", disse.

Fontes

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