Covid-19: pelo menos 82 morrem após incêndio em hospital de Bagdá

25 de abril de 2021

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit
Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

 

Um incêndio provocado pela explosão de um tanque de oxigênio ontem matou pelo menos 82 pessoas e feriu outras 110 no hospital Ibn Khatib, em Bagdá. O local tinha sido equipado para abrigar pacientes com covid-19.

Parentes dos pacientes ajudaram a combater o incêndio e a salvar os internados. Ahmed Zak, que estava visitando seu irmão, disse que viu pessoas pulando de janelas para escapar. “O fogo se espalhou como lenha. Levei meu irmão para a rua, voltei e subi para o último andar, que não estava queimando, e encontrei uma paciente com cerca de 19 anos que estava sufocando. Ela estava prestes a morrer. Eu a coloquei nos ombros e desci correndo. Depois continuei entrando, subindo e ajudando a levar outras pessoas para a rua, disse Zaki.

Os pacientes foram transferidos para outros hospitais, mas várias pessoas que não conseguiram localizar os parentes em outros locais foram hoje ao Ibn Khatib em busca de informações.

O primeiro-ministro Mustafa al-Kadhimi ordenou a abertura de uma investigação para averiguar se houve negligência. "Ordenei que uma investigação fosse iniciada imediatamente e que o gerente do hospital e os chefes de segurança e manutenção fossem detidos junto com todos os envolvidos até que identificássemos os negligentes e os responsabilizássemos", disse Kadhimi.

Já Alto Comissariado Independente para os Direitos Humanos do Iraque, órgão oficial vinculado ao parlamento do país, culpa o primeiro-ministro e o ministro da Saúde, Hassan al-Tamimi, bem como seus aliados, pelo incidente e pediu sua renúncia.

O Iraque tem hoje, segundo o Worlodmeter, 1.031.322 casos acumulados de covid-19 e 15.257 mortes pela doença.

Sistema de saúde precário

O sistema de saúde iraquiano sofre há anos com os resultados dos ataques de milícias que lutam contra forças estrangeiras e de rebeldes do Estado Islâmico que acabaram destruindo parte da infraestrutura do país, inclusive hospitais. Além disto, ainda há as sanções econômicas impostas ao país e a própria negligência das autoridades, reporta a VOA News.

Vacinação

O país recebeu o primeiro lote de vacinas no passado dia 18. Segundo o governo, os lotes recebidos foram de imunizantes da Pfizer-BioNTech e da empresa chinesa Sinopharm Group.

Fontes