Covid-19: pela 1ª vez na história, RS registra mais mortes que nascimentos em um mês

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11 de abril de 2021

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Por Sul 21

O Rio Grande do Sul registrou ao longo do mês de março 15.802 óbitos e 11.971 nascimentos, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil. De acordo com Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), essa é a primeira vez na história recente que o Estado apresenta mais óbitos do que nascimentos em um mês do calendário.

O Portal da Transparência do Registro Civil apresenta todos os dados de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, que são cruzados com dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2003, data de início da série histórica, o número de nascimentos superava o de óbitos em 100% no Rio Grande do Sul.

Ao longo dos anos, essa diferença foi se reduzindo, caindo para 83% no início da década de 2010 e chegando a 60% no início de 2020. Com o início da pandemia de covid-19, a diferença caiu ainda mais, para 20% em julho passado, depois 14% em dezembro. Em março de 2021, o número de óbitos foi 24% maior do que o de nascimentos.

Já a nível nacional, os nascimentos ainda superam os óbitos. Em março, foram registrados 227.877 nascimentos e 179.938 óbitos, o que representa uma diferença de 27%, o menor patamar desde o início da série histórica. Desde o início da pandemia, a diferença caiu em 72%, segundo a Arpen.

“O aumento de mortes causado pela pandemia fez com que notássemos nos Cartórios de Registro Civil essa redução entre os números de nascimentos e mortes. No mês de março, por exemplo, vimos essa explosão de mortes com o agravamento da pandemia”, disse o presidente da Arpen-RS, Sidnei Hofer Birmann.

Relaxamento de restrições

Em transmissão realizada pelas redes sociais na sexta-feira (9), o governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou o relaxamento de restrições implementadas para o enfrentamento da covid-19 no Rio Grande do Sul.

Ao longo da live, o governador falou da melhora dos indicadores nas últimas semanas, mas destacou que o RS seguirá com todas as regiões em bandeira preta em razão da salvaguarda que estabelece a mais alta classificação de risco enquanto não houver 0,3 leitos livres para cada leito ocupado por paciente com covid-19 (atualmente está na casa de 0,1) e que será liberada a adoção de protocolos da bandeira vermelha em razão do sistema de cogestão, que permite a adoção de restrições de uma bandeira abaixo daquela em vigor.

Os novos protocolos de enfrentamento à covid-19 permitirão, de segunda a sexta-feira, a abertura de supermercados em qualquer horário (antes restritos até às 22h), de restaurantes e lanchonetes até às 23h, com entrada até às 22h (antes restritos até às 20h), e de academias e serviços religiosos até às 22h (também estavam restritos até às 20h). Comércio não essencial e demais serviços em geral seguem permitidos até às 20h.

Já nos finais de semana, quando estava liberada a operação apenas do comércio essencial e de mercados, passará a ser permitida a operação de restaurantes e lanchonetes até às 16h (com entrada até às 15h), do comércio não essencial e de serviços em geral até às 20h, e academias e serviços religiosos até às 22h. Mercados, que antes estavam liberados até às 22h, nos finais de semana, não terão mais restrições.

O governador também anunciou a liberação de atividades em bandeira vermelha (pode ser adotada por municípios sob bandeira preta no sistema de cogestão). Feiras livres de comércio não essencial ficam liberadas para vender produtos como artesanato, desde que com distanciamento de 3m entre barracas.

Restaurantes poderão operar com 25% da capacidade máxima, com todos clientes sentados, com distanciamento mínimo de 2m entre mesas e ocupação de 5 pessoas por mesa, sem música ambiente e sem a possibilidade de confraternizações (haapy hour). Parques temáticos, de aventura, jardins botânicos e zoológicos que operem em locais abertos com Selo Turismo Responsável poderão operar com 25% da capacidade e respeitos aos protocolos sanitários.

Serviços de educação física poderão atender uma pessoa para 16m² de área, com grupos de no máximo 2 alunos para cada profissional habilitado e sem a possibilidade de compartilhamento simultâneo de equipamentos. Também ficam permitidos esportes individuais ou em dupla sem contato físico, como tênis, em grupos de no máximo 4 pessoas, desde que não haja contato, sejam realizados com agendamento prévio e intervalo mínimo de 15 minutos entre as partidas para higienização e que não haja confraternização entre os participantes.

Já o transporte coletivo municipal poderá operar com capacidade máxima de 60% do veículo, enquanto o transporte seletivo, fretado, intermunicipal e interestadual poderá ter capacidade máxima de 75%.

Leite pediu ainda que os estabelecimentos explicitem a lotação máxima e a necessidade de uso de máscara e álcool gel, bem como o fato de que aglomerações seguem vedadas. Na mesma linha, sugeriu que as pessoas não utilizem apenas máscaras de pano. “As máscaras de pano, especialmente quando estão apenas com uma camada de pano, não têm a mesma efetividade do que as máscaras cirúrgicas”, disse, sugerindo que, caso utilizem esse material, façam uso também de máscaras cirúrgicas.

As medidas entraram em vigor ontem (10).

Fontes

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