Covid-19: no RS, novo sistema de monitoramento relaxa restrições para atividade como eventos

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16 de maio de 2021

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Por Sul 21

Com a implementação do Sistema 3As de Monitoramento da covid-19, anunciado pelo governador Eduardo Leite na sexta-feira (14), o Rio Grande do Sul passará por uma série de flexibilizações nas restrições de atividades econômicas que estavam em vigor até o momento. Um dos setores que estava limitado no momento e poderá retomar as atividades é o de eventos.

Como explicou o governador na apresentação oficial, o novo Sistema 3As traz a simplificação da classificação de atividades, que eram 143 e passam a ser reunidas em 42 grupos, organizados por nível de risco. Cada uma dessas atividades terá dois tipos de protocolos: obrigatórios e variáveis. Os primeiros são definidos pelo governo estadual e são específicos para cada atividade. Já os variáveis podem ser alterados por cada região, desde que não interfiram nos requisitos mínimos.

De acordo com o site do Sistema 3As, que também entrou em vigor nesta sexta, cinemas, teatros, auditórios, circos, casas de espetáculo, casas de shows e similares poderão voltar a funcionar com público exclusivamente sentado e seguindo protocolos básicos de distanciamento, mesmo sendo considerado um setor de alto risco. Pelas regras que entrarão em vigor no domingo, estas atividades poderão operar com o limite de até 300 pessoas, entre trabalhadores e público, sem necessidade de autorização.

Eles também poderão operar com o limite de até 600 pessoas se receberem autorização do município sede. Para operarem com o limite de até 1,2 mil pessoas, será necessária a autorização regional, com a aprovação de ao menos dois terços dos municípios de uma Região Covid ou do Gabinete de Crise da Região Covid. Para operarem com a capacidade de ate 2,5 mil pessoas, será necessária também a autorização do Gabinete de Crise do governo estadual.

Entre os protocolos variáveis do setor, isto é, aqueles que podem ser mudados pelas regiões desde que haja aprovação de dois terços dos seus municípios, está o limite de 40% da ocupação de cadeiras (pode ser ampliado ou reduzido). Os demais protocolos podem ser acessados aqui.

Na mesma linha, eventos infantis, sociais e de entretenimento também passam a poder operar em todo o Estado, desde que vedadas a permanência de clientes em pé durante o consumo de alimentos ou bebidas, a abertura e ocupação de pistas de dança ou similares e a realização de eventos com a presença de público acima de 150 pessoas, independente do ambiente (aberto ou fechado).

Questionado durante coletiva de imprensa que sucedeu a apresentação sobre o relaxamento de restrições, o governador reconheceu que a redução dos protocolos ocorre como uma tentativa de ganhar adesão de prefeitos e de parcelas da população que defendiam uma maior abertura das atividades econômicas. Ele admitiu ainda que, se o sistema levasse em conta apenas o ponto de vista epidemiológico, o ideal seria adotar níveis maiores que os atuais de restrição, mas disse que isso seria impossível.

“De certa forma, é melhor ter a população e os prefeitos comprometidos a cumprir com estes protocolos na forma como estão do que, ao resistir na aplicação de protocolos e cuidados que são exigidos, não aplicarem protocolo nenhum. Nós vivemos sob intensa pressão, não tem a ver com não saber lidar com críticas ou não saber lidar com pressão. A questão é que, neste caso, as pressões e as críticas colocam em jogo, colocam em risco, a própria aplicação de algum nível de protocolo. Ou seja, se nós exigíssemos mais do que as pessoas estão dispostas a dar, de abrir mão de determinadas situações e atividades, poderíamos estar diante de uma situação que não teria respeito em absoluto por qualquer protocolo.”

Por isso, continuou o governador, “nós fazemos concessões para buscar que se atenda um mínimo de cuidado que ajude a reduzir o risco de contágio do coronavírus no nosso Estado. E chamamos os prefeitos, claro, às suas responsabilidades também, porque uma coisa é criticar o Estado sobre os protocolos que adota, outra coisa é estar diante da situação de ter que decidir sobre os protocolos e ter que fazer dentro de um colegiado de prefeitos, onde dois terços, pelo menos, terão que acordar com as medidas menos restritivas. Então, nós entendemos que este modelo ajuda a engajar, porque abre a possibilidade de definição a nível local, as autoridades, portanto, se engajam mais no seu cumprimento e também, ao compartilhar essas responsabilidades, promovem melhor engajamento nessa fiscalização que é essencial a nível local para que se aplique as regras”.

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