Covid-19: governo Bolsonaro desabilita mais de 70% das UTIs; cenário preocupa

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6 de fevereiro de 2021

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Num "cenário de aumento crescente do número de pacientes", o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) emitiu hoje uma nota demonstrando preocupação com o fechamento de leitos de UTI pelo governo Federal nas últimas semanas. Eram, segundo o Conselho, 12.003 leitos de UTI habilitados, ou seja, financiados pelo Ministério da Saúde em dezembro passado, número que baixou para 7.717 em janeiro e para apenas 3.187 em fevereiro.

O motivo do fechamento, segundo o Conass, é a "expiração dos recursos extraordinários para o enfrentamento da pandemia".

A nota na íntegra

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde – manifestou-se recentemente em relação à necessidade de se manter a rede assistencial, em especial os leitos de UTI, instalados com esforços dos estados, municípios e do Ministério da Saúde ao longo de 2020. Isso possibilitou a oferta de mais de 20 mil leitos de UTI para Síndrome Respiratória Aguda Grave/Covid-19 à população brasileira.

Em dezembro de 2020, dos 20.770 leitos então em uso, 12.003 encontravam-se habilitados, ou seja, financiados pelo Ministério da Saúde. Porém, a expiração dos recursos extraordinários para o enfrentamento da pandemia, em dezembro de 2020, levou à queda do número de leitos para 7.717 em janeiro de 2021 e para apenas 3.187 em fevereiro, em um cenário de aumento crescente do número de pacientes. Tal situação exige a urgente habilitação de leitos e a garantia do financiamento necessário a seu funcionamento, inclusive para a contratação de recursos humanos.

O Conass espera que a solicitação do Ministério da Saúde ao Ministério da Economia para o aporte R$ 5,2 bilhões destinados a enfrentar a Covid-19 em 2021 seja bem sucedida e acatada com urgência. Somente assim poderemos seguir com as ações de saúde frente à emergência sanitária que enfrentamos.

Fonte

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