Covid-19: festas vindouras preocupam autoridades brasileiras

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

25 de novembro de 2021

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

Faltando um mês para as festas de final do ano e a pouco mais de três meses do Carnaval – a data será comemorada em 2 de março de 2022 – autoridades, cientistas e médicos brasileiros têm demonstrado preocupação com as celebrações vindouras, uma vez que elas serão espaços para aglomerações em meio ao relaxamento de medidas de contenção, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, em diversas cidades do Brasil, o que pode voltar a piorar o cenário da pandemia de covid-19 no país.

Ainda em meados de outubro passado, os cientistas da Fiocruz chegaram a elaborar uma lista de indicadores para definir se a realização do Carnaval será segura ou não ainda e, no final do mês, no Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz do dia 29, expressaram, sobre as festas de final de ano, que a expectativa é que a circulação de pessoas cresça ainda mais nos meses de novembro e dezembro e que diante desse contexto o uso das máscaras como medida de proteção individual, combinado com a higienização das mãos, será ainda mais importante.

Já no último Boletim, do dia 17 passado, os pesquisadores alertaram novamente: "aglomerações em espaços abertos podem igualmente representar risco, já que a proximidade entre as pessoas é determinante do contágio. Somando-se a este quadro, estão eventos como festas de Natal e Reveillon e a chegada das férias escolares".

Carnaval seguro no Rio Em meados de outubro passado, a pedido da Comissão Especial de Carnaval da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, especialistas da Fiocruz e da Universidade Federal do Rio de Janeiro elaboraram uma nota técnica para apontar os indicadores para a realização de um Carnaval seguro na cidade em 2022. O trabalho foi liderado pelo pneumologista e ex-diretor da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz Hermano Castro e pelo professor titular de Epidemiologia da Faculdade de Medicina da UFRJ Roberto Medronho e apontou os seguintes indicadores:

  1. Atendimento na rede municipal de saúde: média móvel semanal menor que 110 casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (1,63 casos por 100.000 habitantes);
  2. Tempo de espera e quantidade de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na fila para internação no município: fila de espera de três pessoas por dia, com um tempo de espera que não deve ultrapassar de uma hora;
  3. Porcentagem de testes diagnósticos positivos no município: testes positivos (RT-PCR ou Ag) durante os últimos sete dias menores do que 5%;
  4. Taxa de contágio da cidade do Rio de Janeiro: valor de R < 1 (ideal 0,5) por um período de pelo menos sete dias;
  5. Taxa de vacinação no Brasil, no Estado do Rio de Janeiro e no Município do Rio de Janeiro: imunidade coletiva acima de 80% da população total.

No dia 19 passado, em reunião da Comissão Especial do Carnaval da Câmara do Rio, Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, afirmou que cenário atual já cumpre quase todos os requisitos apontados por especialistas, como a de que a porcentagem de positivos sobre o total de testes agora ser de apenas 3%, quando a meta era de 5%.

No entanto, alguns participantes do encontro, que incluiu representantes das escolas de samba, fizeram sugestões como a da exigência de passaporte sanitário de turistas.

Carnaval seguro em São Paulo

Anteontem, 23 de novembro, a Prefeitura de São Paulo enviou um ofício ao Ministério da Saúde solicitando a exigência da apresentação do passaporte vacinal para os estrangeiros que acessarem o país, para manter o controle da pandemia na cidade. A Prefeitura também anunciou, sobre a liberação do uso de máscaras, que isto dependerá do cenário epidemiológico da cidade.

Já em todo estado, até o dia 23, 71 cidades já haviam cancelado o evento por temer uma nova piora da pandemia, reporta o portal G1.

Carnaval seguro em Salvador

A Comissão Especial de Acompanhamento da Retomada dos Eventos da Câmara Municipal de Salvador mantém "cautela" para anunciar o evento de 2022 e ontem apresentou no plenário um ofício da Fiocruz - Bahia que recomendava que o evento só acontecesse em cenário de pandemia controlada e com 90% da população vacinada. Atualmente, este índice chega a 75% em Salvador.

No entanto, a programação natalina segue a agenda e a Prefeitura de Salvador inaugurou a decoração natalina do Campo Grande no dia 23 passado, tendo, no entanto, restringido o número de visitantes a grupos de 2 mil por cada sessão de 50 minutos. Além disto, todos os adultos estão sendo obrigados a apresentar o comprovante de que já tomaram a segunda dose de uma vacina contra a covid-19.

Notícias Relacionadas

Fontes


Compartilhe
essa notícia:
Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit