Covid-19: estudos recentes sobre prevalência do vírus entre os brasileiros sugerem que país está longe da imunidade de grupo

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9 de março de 2021

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A tão desejada imunidade de grupo, alcançada quando grande parte de uma população desenvolve imunidade contra um vírus, seja através da vacinação ou mesmo por ter contraído o agente infeccioso, tendo desenvolvido anticorpos contra ele, e que forma uma espécie de linha de defesa ao redor do restante do grupo, está longe de ser uma realidade no Brasil.

Isto porque dois estudos recentes sugerem que ela não chega nem perto do que se espera ser necessário para controlar a pandemia de covid: que 70 a 80% da população esteja imunizada contra o Sars-Cov-2.

Um deles, o Epicovid19, feito no Rio Grande do Sul pela Universidade de Pelotas (UFPEL) em fevereiro, que testou 4,5 mil moradores de nove cidades gaúchas, levou à estimativa de que apenas 10% dos gaúchos já tenha anticorpos contra o vírus.

"Estamos longe da ‘imunidade de massa’, que deve ser atingida com patamares de imunização geral em torno de 60 a 80%”, disse o epidemiologista Aluisio Barros, um dos coordenadores do Epicovid19.

Outro estudo, o Inquérito Sorológico 2021, feito na cidade de São Paulo entre 2 e 4 de fevereiro passado, apontou um índice de prevalência semelhante: 16%.

Usando os dois estudos por base e fazendo uma média entre os dois resultados, pode-se, portanto, supor que a imunidade de grupo no Brasil gire em torno dos 13%.

Fontes

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