Covid-19: Fiocruz afirma que Brasil vive "maior colapso sanitário e hospitalar da história"

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17 de março de 2021

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Ao divulgar ontem uma nova edição do Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz, a Fundação fez questão de escrever que se trata do "maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil".

E os números divulgados no documento em relação à pandemia de covid-19 no Brasil são assustadores. Um deles indicava, por exemplo, que ontem, das 27 unidades federativas, 12 estavam com uma taxa de 80%-90% de ocupação dos leitos UTI covid do SUS, enquanto os outros 15 estavam com uma taxa acima de 90%.

Sugestões

Segundo especialistas da Fundação, "a fim de evitar que o número de casos e mortes se alastrem ainda mais pelo país, assim como diminuir as taxas de ocupação de leitos", são necessárias ações de prevenção e controle mais rigorosas, como:

  • restringir o acesso das pessoas às atividades não essenciais, o chamado lockdown parcial;
  • ampliar as medidas de distanciamento social;
  • ampliar o uso de máscaras em larga escala;
  • acelerar a vacinação.

Sem luz no fim do túnel

Com um novo ministro da Saúde efetivamente desde ontem, quando o médico Marcelo Queiroga começou a transição com o general Eduardo Pazuello para assumir a pasta, tudo indica que não há luz no fim do túnel em relação à pandemia de covid-19 no Brasil e que sugestões como as da Fiocruz não serão acatadas, já que Queiroga, que antes defendia o distanciamento social e era contra o uso de medicamentos sem eficácia no tratamento da covid, como a cloroquina, fez questão de dizer que apenas executaria "a política do governo".

"A política é do governo Bolsonaro. A política não é do ministro da Saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo", disse para a imprensa.

O Ministério da Saúde também fez questão de oficializar a "a continuidade das ações de enfrentamento à pandemia", com uma nota no website, enfatizando uma fala de Pazuello: "Não é uma transição. É um só governo. Continua o governo Bolsonaro, continua o ministro da Saúde. Troca o nome de um oficial general, que estava aqui organizando a parte operacional, a gestão, a liderança, a administração, e agora vai chegar um médico para, com toda sua experiência, ir além. Nós estamos somando neste momento, não dividindo, nem separando”.

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