Continua polêmica entre Mainardi e Observatório da Imprensa

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

15 de dezembro de 2005

Brasil — O jornalista brasileiro Diogo Mainardi escreveu um artigo intitulado "Observatório da Imprensa", na edição 1934 de 7 de dezembro de 2005 da Revista Veja. No artigo Mainardi criticou jornalistas de grandes meios de comunicação do Brasil, que sob seu ponto de vista, estariam a escrever artigos para favorecer Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores. O artigo foi mal recebido pelo Observatório da Imprensa que retrucou com críticas a Mainardi. A polêmica continuou durante esta semana, com ambos os lados tecendo comentários e críticas.

Observatório da Imprensa (2)

Na edição de Veja que circula esta semana -edição 1935 de 14 de dezembro de 2005- Mainardi contesta as criticas publicadas contra ele no website de O Observatório da Imprensa em relação a seu artigo anterior intitulado "Observatório da Imprensa".

Semana passada, Alberto Dines, de O Observatório, no artigo: "O macartismo mainardiano em ação", disse que "estão abertas as inscrições para a crítica da imprensa" e que "o número de vagas é ilimitado". Dines chamou Mainardi de "parajornalista", "dedo-duro" e acrescentou: "Se Diogo Mainardi pretende acabar com o lulismo das redações precisa antes acabar com o macartismo da linha Opus Dei que começa a ocupar espaços importantes nas páginas de opinião dos grandes jornais – e no comando das grandes empresas jornalísticas."

No artigo de Veja desta semana intitulado "Observatório da Imprensa (2)", Mainardi disse: "Dedurei um punhado de jornalistas lulistas na coluna da semana passada. Um dos citados foi Alberto Dinees.(...)Mandei uma mensagem à Dines. Pedi-lhe uma lista com o nome de todos os jornalistas ligados à Opus Dei. Ele me aconselhou a ler seus artigos sobre o tema. Eu li. (...)Mas não cita o nome de nenhum jornalista."

Mainardi ainda disse sobre Dines: "Ele é pago para pontificar a respeito da imprensa na televisão pública, na ŕadio pública, na internet, nas universidades. Ele acusa a imprensa de estar tomada por jornalistas da Opus Dei, mas não tem coragem de identificá-los. Eu apontei o nome de uns pelegos lulistas na imprensa, e fui considerado um espertalhão leviano em busca de reconhecimento."

"Dines quer demonstar aos jornalistas que o público não agüenta mais seguir a cobertura do mensalão(...) Claro que é uma manobra desonesta para abafar a crise", declarou.

Diogo Mainardi aproveita ainda para acrescentar novos nomes às usa lista de jornalistas "lulistas": Fernado Morais, Gilberto Dimenstein, Marcelo Beraba, Juca Kfouri, Nelson de Sá, Mario Rosa, André Singer, Ricardo Kotscho e Eugenio Bucci.

A lista de Mainardi

Diogo Mainardi classificou os seguintes jornalistas como "lulistas" ou ideologicamente ligados a algum partido ou movimento de esquerda e que ajudaram na ascensão do Governo Lula.

  • Tereza Cruvinel, do jornal O Globo
  • Kennedy Alencar
  • Franklin Martins
  • Eliane Cantanhêde
  • Luiz Garcia
  • Vinicius Mota
  • Alberto Dines
  • Alon Feuerwerker
  • Paulo Markun, da TV Cultura
  • Paulo Henrique Amorim
  • Ricardo Noblat
  • Leonardo Attuch
  • Mino Carta
  • Fernado Morais
  • Gilberto Dimenstein
  • Marcelo Beraba
  • Juca Kfouri
  • Nelson de Sá
  • Mario Rosa
  • André Singer
  • Ricardo Kotscho
  • Eugenio Bucci

Alberto Dines reage

No artigo: "Quem deu a moedinha a Mainardi? - Acabou a lista negra da Veja!", para a edição desta semana de O Observatório da Imprensa, o jornalista Alberto Dines respondeu ao novo artigo de Diogo Mainardi dizendo que: "além de assumir-se como o patriarca do parajornalismo da Botucúndia" Mainardi "acaba de estraçalhar a celebérrima Lista Negra da Veja".

Dines começou seu artigo com uma citação tirada de uns artigos de Diogo Mainardi para aludir que o jornalista em questão só emite opiniões por dinheiro.

Mais à frente Dines disse que o "Observador não atendeu aos seus insistentes e-mails e recusa-se a dedurar e a delatar". E acrescentou: "Aviltar, malhar, pichar, maldizer e malsinar são as especialidades da nova editoria da Veja". Alberto Dines usou ainda as expressões "jornalismo marrom e a imprensa marrom" numa alusão ao artigo de Veja, ainda que não explicitamente.

O jornalista do Observatório também escreveu "As denúncias contra a submissão da imprensa ibero-americana à Opus Dei não envolvem pessoas nem profissionais. Nossa preocupação é com a Opus Dei instituição, partido, operação político-midiática que, sob diferentes disfarces, infiltra-se nas entidades jornalísticas mais representativas do jornalismo latino-americano para afastá-las do seu antigo compromisso liberal."

Ver também

Página externa

Fontes