Conselho de Serviço Social diz que Renda Brasil é um retrocesso e visa vantagens políticas

1 de setembro de 2020

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A Comissão Federal de Assistência Social (CFESS) classificou o escopo inicial do programa "Renda Brasil" como "um grande retrocesso". Segundo comunicado do Presidente da República, essa política costuma ser proposta pelo governo Bolsonaro e suspensa na última quarta-feira (26) e é alvo da atenção de especialistas do CFESS. Em reportagem pública divulgada nesta quinta-feira (27), a entidade criticou o governo por não considerar o fato de o teto de taxas ter sido abolido ou a tributação de bens de grande porte.

Para o município, a concretização do novo plano de assistência social exigirá inevitavelmente a liberação de mais recursos. A entidade condenou a possibilidade de alteração das regras do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para pagar a “Renda Brasil” porque o governo sinalizou.

“A solução é abolir a Comunidade Europeia e tributar imensas riquezas. Não falamos muito. Não estamos falando de quem tem um pouco de dinheiro a mais, nem de quem é rico, mas de milionários e bilionários. Homem rico. Essa é uma visão de não redistribuir renda, mas pelo menos uma visão de melhoria. Para nós, não pode haver fontes retrógradas de recursos”, disse Elaine Pelaez, presidente da Comissão de Previdência do Conselho.

Embora a Renda Brasil tenha sido suspensa, a questão ainda está no âmbito do governo Bolsonaro. Diante das próximas eleições deste ano, o governo está tentando desenvolver uma proposta de plano para ajudar a aumentar o prestígio do presidente, que está atualmente imerso em críticas relacionadas ao enfrentamento da pandemia.

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