Com fechamento de barragens, prefeitos de MG temem perder arrecadação

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5 de fevereiro de 2019

Minas Gerais —

Com fechamento de barragens, prefeitos de MG temem perder arrecadação. Vale anunciou que vai fechar 10 barragens de rejeitos no estado

Hoje (5), prefeitos de Minas Gerais que autorizam atividades de mineração se reuniram com integrantes da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Ministério de Minas e Energia (MME) para discutir o fechamento de dez barragens, anunciado pela Vale.

Os prefeitos argumentam que não foram ouvidos pela empresa. Eles estão preocupados com a perda de arrecadação para os municípios.

“Mineração não se resume a royalties. São milhares de empregos, milhares de prestadoras de serviços, de fornecedores de insumos, que não é numa só cidade, mas na região” disse o consultor de relações institucionais da Amig, Waldir de Oliveira.

As dez barragens estão localizadas nas cidades de Nova Lima, Rio Acima, Ouro Preto, Barão de Cocais, Belo Vale, Itabirito, Congonhas e Brumadinho.

"Os municípios são 100% a favor de qualquer barragem que ofereça risco seja interrompida imediatamente, mas são também a favor que a mineração consiga um modelo imediato de continuar a operação. A operação não se resume a barragem. Tem condição de interromper as barragens sem interromper as operações", disse Oliveira.

"A agência hoje não tem nada. Eles estavam nos dizendo que estão tendo dificuldade para abastecer carros para fazer fiscalização. Vocês imaginam um país deste tamanho, com a riqueza mineral que tem, ter uma agência que, segundo o TCU [Tribunal de Contas da União], tem um quinto dos profissionais que deveriam ter. Essa é a maior prova de sucateamento dela”, afirmou.

Força maior

Além da barragem de Laranjeiras, a Justiça mineira determinou o encerramento das atividades nas barragens Menezes II, Capitão do Mato, Dique B, Taquaras, Forquilha I, Forquilha II e Forquilha III.

Em nota, a Vale argumenta que “não existe fundamento técnico ou avaliação de risco que justifique a decisão de suspender a operação e está adotando as medidas judiciais cabíveis para retomar suas operações o mais rápido possível”.

“Todas as barragens estão devidamente licenciadas e possuem seus respectivos atestados de estabilidade vigentes. A Vale entende, assim, que não existe fundamento técnico ou avaliação de risco que justifique uma decisão para suspender a operação de qualquer dessas barragens”, completou.

Fonte

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