China e CPLP procuram novas formas de comércio em Moçambique

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Agência VOA

28 de agosto de 2014

O primeiro-ministro de Moçambique, Alberto Vaquina defendeu na terça-feira (26), que a plataforma de cooperação económica empresarial entre os estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Macau (região autônoma da China) deve constituir um mecanismo de busca conjunta de soluções para a melhoria do ambiente de negócios, base para a atracção do investimento e para o desenvolvimento das economias.

Vaquina fez esta declaração na abertura em Maputo (capital de Moçambique, do 10º Encontro Empresarial entre os países da CPLP e a China (representada por Macau), com o objectivo de identificar e alargar as áreas com vista a um crescimento das relações nesse domínio. O governante notou que Moçambique tem vindo a realizar um intercâmbio profícuo com a China.

Por seu lado, João Macaringue, director do Instituto de Promoção de Exportações (IPEX), de Moçambique, defendeu que a interacção deve funcionar nos dois sentidos, o que ainda não existe, já que a cooperação tem sido mais no sentido China-CPLP.

O encontro, que reúne cerca de 500 empresários e representantes de câmaras de comércio e agências de promoção de investimentos, visa promover o relacionamento comercial e outras formas de parceria, além da identificação de janelas de oportunidade de investimento.

O formato destas reuniões foi celebrado em 2003 pelos ministros do Comércio da China e os países de língua portuguesa, no âmbito do Fórum Macau.

O Fórum foi criado pela China como plataforma de ligação aos países de língua portuguesa, devido ao seu desenvolvimento e à sua distribuição por quatro continentes, com grandes reservas naturais não exploradas e que, no seu conjunto, representam um mercado de consumo de mais de 200 milhões de pessoas.

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