China continua a prender sacerdotes da Igreja Católica

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Igreja de Santa Sofia, na cidade de Harbin, na China.

30 de abril de 2005

O governo da China continua a prender sacerdotes da Igreja Católica, conforme descreve uma reportagem da agência de notícias Reuters.

Localização da província de Hebei, na China

Segundo a Fundação Cardeal Kung, sete sacerdotes católicos foram presos na última quarta-feira, na província de Hebei, que circunda a capital Pequim. A Fundação Cardeal Kung tem sede nos Estados Unidos da América e seu objetivo é promover a Igreja Católica na China.

O governo chinês não mantém relações diplomáticas com o Vaticano desde 1951. Em 1949 os comunistas chegaram ao poder na China e expulsaram todos os clérigos estrangeiros.

Os chineses que desejam seguir a religião Católica na China, só podem assistir a missas em igrejas que tenham recebido a aprovação do governo, as quais prometem lealdade e boa publicidade para o Estado.

A religião Católica não é a única a reclamar do comportamento do governo chinês. Em 17 de maio de 1995, autoridades chinesas prenderam Gedhun Choekyi Nyima, na época com 6 anos de idade, e sua família. Nyima é considerado o Pachen Lama (a segunda figura mais importante, depois do Dalai Lama) pela religião budista dos tibetanos. O governo chinês escondeu Nyima e anunciou tempos depois um novo garoto, filho de um comunista, como Pachen Lama.

O ministro chinês das Relações Exteriores, Qin Gang evitou comentar sobre a prisão dos padres. Ele disse para a imprensa:"A China é um país regido pela lei. O governo chinês respeita e protege a liberdade de religião dos cidadãos. É impossível que cidadãos chineses sejam presos por suas crenças em matéria de religião."

Fontes