Cariocas comemoram vitória do Brasil e se dizem mais confiantes

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Agência Brasil

27 de junho de 2018

A multidão que lotou praças, ruas e bares por todo o Rio de Janeiro na vitória do Brasil contra a Sérvia vibrou muito com os dois gols que colocaram a seleção nas oitavas de final da Copa do Mundo 2018. Depois de um início de primeiro tempo nervoso, em que o adversário tocou bem a bola e os brasileiros pareciam, por vezes, perdidos em campo, a torcida soltou o grito de gol aos 35 de jogo, com o chute de Paulinho.

O resultado parcial, no entanto, apesar da vantagem do empate, ainda era desconfortável, pois qualquer gol da Sérvia poderia levar a partida a um resultado imprevisível. A torcida sentia isso e demonstrava nervosismo a cada jogada brasileira perdida ou nos ataques da Sérvia. O alívio só veio aos 22 do segundo tempo, com a cabeçada certeira de Thiago Silva, o que transformou o resto do jogo em uma grande comemoração.

“O Brasil está crescendo e a cada jogo vem melhorando. Vamos entrar nos trilhos e arrebentar. O México é um grande adversário, mas sou mais o Brasil”, comemorou Ricardo Ferreira, um dos fundadores da festa do Alzirão, tradicional ponto de encontro de torcedores cariocas durante as copas. O local, na confluência das ruas Alzira Brandão e Conde de Bonfim, reuniu milhares de pessoas, com telão, som de qualidade e rua decorada, na Tijuca.

O espaço atrai especialmente torcedores da zona norte e das dezenas de favelas que formam a Grande Tijuca, o que garante a democracia da festa, que completou 40 anos nesta copa. Alguns vêm fantasiados, outros estão presentes há muitos campeonatos mundiais.

“É claro que este ano o Brasil vai ser campeão”, vibrava a aposentada Maria de Lourdes Pereira da Silva, mais conhecida como Vovó do Alzirão. Vestida de verde e amarelo da cabeça aos pés, ela trazia no colo o galinho Tite, para dar sorte. “Ele é pé quente. Veio em todos os jogos do Brasil”, disse ela, que garantiu que a ave não vai para a panela no final da copa: “Jamais. Até porque eu não como frango”.

Outro torcedor que chamava atenção era o médico Vladimir de Souza, vestido de Chacrinha, o Velho Guerreiro, e carregando uma taça da Fifa de um metro e meio. “A copa do mundo já é nossa. O Brasil está indo bem. Melhoramos muito, principalmente no segundo tempo. Vamos ser campeões”, comemorou Vladimir.

Enquanto uns podiam ver o jogo no telão gigante, outros tinham que se contentar em apenas ouvir a narração, como o segurança Thales Rodrigo Carvalho, que fazia um bico na festa, controlando o acesso à área reservada para repórteres e convidados. “Dá mais nervosismo ficar só escutando. O jogo com o México vai ser difícil, mas tenho certeza que seremos campeões”, disse o segurança, que se contentava em espiar, de vez em quando, no reflexo do vidro da cabine de imprensa, o telão que transmitia a partida.

Após a vitória brasileira, os presentes puderam extravasar a tensão ao som de muito samba. A primeira música a ser tocada foi Explode Coração, nome popular do samba-enredo Peguei um Ita no Norte, quando o Salgueiro foi campeão em 1993. O próximo desafio para os nervos da torcida será dia 2 de julho, às 11h, quando brasileiros e mexicanos decidirão quem passa para a próxima fase.

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