Camponeses revoltados contra desalojamentos em Benguela

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Agência VOA

Autoridades criticadas por não dialogarem com os camponeses que estão a ser expulsos e polícia chamada a proteger maquinaria.

25 de novembro de 2014

Na localidade de Losseta, em Benguela, mais de 100 famílias camponesas serão forçadas a abandonar os seus campos de cultivo, consumado que está o projecto para a construção de um porto seco, um condomínio e zonas turísticas.

Há pouco mais de três meses, os camponeses, preocupados com o futuro, chegaram o travar o avanço das máquinas ao serviço do Governo, dando lugar a conflitos de terra, com tiroteio e detenções à mistura. Depois da última vista do governador Isaac dos Anjos, ocorrida no início deste mês, soube-se que a iniciativa é irreversível.

Impulsionado pelo ramal do Caminho-de-ferro, capaz de proporcionar excelentes oportunidades de negócios, o Governo tenciona juntar ao porto seco um pólo industrial. Esta medida, implica a transferência das 143 famílias camponesas instaladas no local há mais de 20 anos.

As últimas informações indicam que os trabalhos preliminares são uma realidade lançada sobre a dor dos populares.

De acordo com fontes que acompanham o cenário, o equipamento utilizado na abertura de acessos está a destruir vários bens alimentares, sobretudo o milho, um cereal que não abunda.

Estas máquinas contam com a protecção de polícias e de efectivos das Forças Armadas.

O consultor social Misselo da Costa criticou o facto de não ter havido diálogo entre o Governo e os populares da região.

Funcionário da Organização Humanitária Internacional, Misselo apoia-se em imperativos legais para sustentar a tese de que os camponeses devem ser realojados em áreas onde possam dar sequência à agricultura familiar.

Situações como estas levaram o Bloco Democrático a traçar um quadro sombrio em relação à situação social na província de Benguela.

Zeferino Kuvinda, secretário provincial daquele partido, afirmou que se assiste hoje na província ao “açambarcamento” de terras por pequenos grupos que se auto-denominam de “classe empresarial” e que actuam “sem o mínimo de consideração nem respeito pela pessoa humana”.

“Vêm em nome do Estado e protegidos pela lei da terra do Estado, sabotam as lavras das populações”, disse Kuvinda.

O director da Agricultura, Eng. Fernando de Assis, disse que não tecia qualquer consideração sem que antes se inteirasse da situação.

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