Cabo Delgado: Insurgentes mataram nove activistas da Comunidade de Sant' Egídio

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6 de abril de 2021

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A Comunidade de Sant' Egidio diz que nove activistas seus morreram nas mãos dos insurgentes que aterrorizam Cabo Delgado, onde a agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) denuncia uma "grosseira violação dos direitos humanos".

A representante da Comunidade de Sant' Egídio em Moçambique, Quiara Tatrine, revelou que os activistas desenvolviam trabalhos de assistência humanitária às vítimas dos ataques do grupo ligado ao Estado Islâmico no norte daquela província.

"Esta foi uma ferida muito grande que nos atingiu de perto; os nove activistas mortos eram jovens que faziam trabalho comunitário sobretudo de apoio a crianças, através do projecto Escola da Paz," disse Tatrine.

Os nove jovens faziam parte de um grupo de cerca de 300 activistas daquela organização, presente em Moçambique há vários anos, onde desenvolve trabalhos não só de índole religiosa, como também política e humanitária.

Recorde-se que a sede da Comunidade de Sant' Egídio, em Roma, acolheu as negociações entre o Governo de Moçambique e a Renamo, que culminaram com a assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992.

Situação dramática

Entretanto, para o ACNUR, a situação é dramática "porque a crise tem tomado proporções muito graves; Cabo Delgado está a enfrentar uma crise muito grave de protecção, que fere os direitos humanos", disse Juliana Ghazi, oficial de relações exteriores.

Por outro lado, o administrador apostólico da Diocese de Pemba, Dom António Sandramo, está preocupado com a situação dos moçambicanos que se haviam refugiado na vizinha Tanzânia, na sequência do ataque à sede distrital de Palma.

Dom Sandramo, que havia denunciado as más condições em que os refugiados se encontravam na Tanzânia, disse que as autoridades daquele país disponibilizaram transporte para os até à sua fronteira com Moçambique.

Até este domingo, 4, alguns desses repatriados encontravam-se na fronteira, à espera de transporte para Mueda.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) diz que mais de 3.300 pessoas deslocadas de Palma chegaram aos distritos de Nangade, Mueda, Montepuez e cidade de Pemba. Todas, acrescenta a OIM, estão em condições horríveis, traumatizadas, feridas e com necessidade urgente de cuidados médicos.

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