COVID-19: Brasil pode ter soro produzido a partir do plasma de cavalos

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15 de agosto de 2020

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Vital Brazil (RJ) desenvolveram um soro contra a COVID-19. A pesquisa, financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (CAPES), traz resultados promissores para o tratamento da doença. O trabalho, coordenado por Jerson Lima Silva, pesquisador da UFRJ e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), aponta que o soro produzido a partir do plasma de cavalos tem anticorpos até 50 vezes mais potentes que os humanos contra o vírus SARS-CoV-2.

Segundo a pesquisa, depois de 70 dias, os plasmas de quatro dos cinco cavalos do Instituto Vital Brazil que foram inoculados em maio de 2020 com a ‘proteína S recombinante’ do coronavírus, produzida no laboratório do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia – Coppe/UFRJ, apresentaram anticorpos neutralizantes de 20 a 50 vezes mais potentes contra o vírus SARS-CoV-2 do que os plasmas de pessoas que tiveram COVID-19.

Benedito Aguiar, presidente da Coordenação, está otimista com a descoberta, parabeniza os pesquisadores envolvidos e reforça que a CAPES trabalha em prol do desenvolvimento da pesquisa brasileira incentivando os programas de pós-graduação: “Estamos comprometidos em ampliar o potencial de nossas universidades a fim de trazer soluções às demandas da sociedade".

"Os resultados positivos levaram ao pedido de registro de patente. Nas quinta-feira, 13/8, em sessão científica na Academia Nacional de Medicina, Jerson Lima Silva anunciará o depósito da patente e a submissão de uma publicação relativa ao processo de produção do soro anti-COVID-19. “O apoio da CAPES, através do INCT de Biologia Estrutural e Bioimagem, assim como das outras agências, foi essencial para que alcançássemos esse resultado que está sendo divulgado hoje com os soros de cavalos contra COVID-19”, comemora o presidente da Faperj.


Pedido de registro ainda não foi formalizado junto à Anvisa

Segundo a Anvisa, até ontem não havia pedido, junto ao órgão, de condução de estudo ou de registro de produto feito a partir do soro de equinos para tratamento da Covid-19.

É importante frisar que a análise da Agência começa a partir da solicitação do laboratório farmacêutico. Dessa forma, não é possível para a Anvisa fazer qualquer avaliação ou pronunciamento em relação à qualidade, segurança e eficácia deste produto antes que tenha acesso a dados oficiais apresentados pelo laboratório.

Também não é possível fazer qualquer afirmação sobre expectativa de aprovação e de tempo antes que haja uma solicitação formal à Agência deste produto específico.

A Anvisa tem a função de avaliar os pedidos de registro e autorizações de estudos apresentados pelos laboratórios farmacêuticos que têm interesse em colocar seus medicamentos e vacinas no Brasil. A avaliação da Agência tem foco na qualidade, segurança e eficácia, que são os requisitos fundamentais para qualquer medicamento ou vacina.

Fontes

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