Brasileiros que vivem em Honduras defendem novas eleições para pôr fim à crise política

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Agência Brasil

11 de outubro de 2009

Honduras

A comunidade de 350 brasileiros que vive em Honduras virou alvo das atenções, há pouco mais de duas semanas, depois que o presidente deposto do país, Manuel Zelaya, alojou-se com correligionários na Embaixada do Brasil, na capital, Tegucigalpa.

Reunidos em uma associação organizada, os brasileiros defendem a realização de novas eleições presidenciais, no dia 29 de novembro, como única alternativa para por fim ao impasse político que domina o país.

A presidente da Associação dos Brasileiros Residentes em Honduras, Elisa Vieira, disse à Agência Brasil que a esperança de todos está depositada na articulação internacional em defesa da realização das eleições. “Nossa esperança é que o governo brasileiro e os demais países tomem consciência da verdadeira situação de Honduras. A expectativa de todos é que haja eleições no dia 29 de novembro e que o novo presidente seja reconhecido internacionalmente”, disse.

Segundo ela, é necessário confiar no Tribunal Eleitoral de Honduras. “As eleições são a solução para tudo e têm que ser aceitas. O Tribunal Eleitoral já estava trabalhando para as eleições desde o governo do Manuel Zelaya, seus magistrados foram escolhidos durante o governo de Zelaya e permanecem os mesmos. É um órgão independente do Poder Executivo. E há muitas pessoas trabalhando para que essas eleições aconteçam da maneira mais transparente e confiável possível. Estas eleições são a solução para a crise hondurenha”, afirmou.

Veterinária e casada com um hondurenho, Elisa tem o perfil da maioria das mulheres brasileiras que moram em Honduras. Exerce a profissão, pertence à classe média alta, é culta e acompanha o processo político no país onde vive. Ela participou das reuniões promovidas pela comitiva parlamentar que visitou Tegucigalpa e sempre mantém contato com os diplomatas brasileiros.

Para Elisa, a tensão política aumentou em relação aos brasileiros desde o dia 21, quando Zelaya ocupou a embaixada brasileira, porque alguns hondurenhos são contrários à presença do presidente deposto na embaixada. “Houve uma certa hostilidade. Algumas pessoas que estão muito estressadas com toda essa crise, às vezes, acham que nós, brasileiros, estamos por trás disso e que apoiamos a atitude do nosso governo com relação à 'interferência' em Honduras, o que não é verdade”, contou.

A presidente da associação contou ter recebido um telefonema de uma mulher que resolveu xingá-la e responsabilizá-la pela crise política de Honduras. “Eu mesma recebi uma ligação de uma senhora me xingando e falando que vão perseguir os brasileiros. Mas não passou mais de um desabafo de alguém estressado e bravo com o retorno do Zelaya. Algumas brasileiras também receberam e-mails questionando a atitude do nosso governo, mas tudo não passa de desabafos e estresse das pessoas. Todos caminhamos nas ruas tranquilamente e vamos trabalhar sem problemas”, afirmou.

Fontes



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