Brasil rechaça ajuda internacional para solucionar crise aérea

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O brigadeiro José Carlos Pereira, presidente de Infraero
Foto: Fabio Pozzebom/ABr

24 de julho de 2007

O brigadeiro José Carlos Pereira, Presidente da Infraero, entidade estatal responsávelo pelos aeroportos do Brasil, rechaçou rotundamente a sugestão de que o país deveria aceitar ajuda internacional para solucionar a crise aérea.

"São uns imbecis querendo se meter. O Brasil não precisa de ajuda internacional. Eles que cuidem de seu espaço aéreo e nós cuidaremos do nosso", declarou Pereira ao portal de notícia G1 da Globo. "Foi uma tragédia em si, mas uma tragédia nossa. Temos problemas sim. Mas vamos resolvê-los cortando na nossa própria carne", adiantou o presidente da Infraero.

Estas declarações foram feitas depois que Marc Baumgartner, Presidente da Federação Internacional de Controladores Aéreos (Ifacta), declarou à imprensa brasileira que o país deveria aceitar a ajuda internacional para solucionar sua crise aérea. "Chegou o momento de o governo aceitar que o plano de reforma deve ser proposto e elaborado fora do Brasil", adiantou o funcionário internacional. A Ifacta também emitiu um comunicado depois do acidente do avião da empresa TAM de São Paulo, assegurando que a segurança no Brasil encontra-se comprometida.

Faz uma semana que o Brasil tive o pior acidente aéreo da sua história, quando um avião da empresa TAM chocou-se contra um posto de gasolina momentos depois de tentar pousar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Dez meses atrás, um avião da empresa GOL chocou-se contra outro avião de menor porte e caiu numa mata causando a morte das 154 pessoas que estavam a bordo.

Durante o último final de semana, falhas no controle aéreo de Manaus causaram atrasos e cancelamentos de vários vôos que deveriam sair e chegar ao Brasil.

Fontes