Brasil concede asilo a líder das FARC

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25 de julho de 2006

Brasil

O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) concedeu dia 14 de julho ao líder das FARC Francisco Antonio Cadenas Collazzos a condição de refugiado.

Collazzos, conhecido como "Olivério Medina", "Padre Medina" ou "el Cura Camilo", foi preso no Brasil em agosto de 2005 pela Polícia Federal a pedido do Ministro do Supremo Tribunal, Gilmar Mendes, que atendeu uma solicitação do governo colombiano. A Colômbia deseja a extradição de Collazzos. O pedido de extradição deve ser julgado agora pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que depois da decisão do Conare deve arquivá-lo.

Nos últimos meses, uma frente formada por partidos políticos e organizações de esquerda fez campanha pela soltura do colombiano. Fizeram parte dessa frente: o Partido dos Trabalhadores (partido de Lula), PSOL, PCB, PCdoB e a UNE.

No Brasil, Collazzos atuou como uma espécie de relações públicas, se encontrando com políticos e dando palestras em universidades.

Segundo um estudo feito pelo governo colombiano, as FARC investem cerca de 476 milhões de pesos por ano, em atividades internacionais. Fazem parte da frente internacional das FARC oficialmente sete pessoas: Ovidio Salinas, Luis Alberto Albán, Ricardo Morantes, Jesús Carvajalino, Jairo Alfonso Lesmes, Liliana López e Francisco Antonio Cadenas Collazzos.

A Justiça colombiana alega existir provas de que Collazos participou de um ataque a uma base militar em La Macarena, departamento de Meta, na Colômbia. Um promotor de Villavicencio acusou Collazzos de "homicídio com fins terroristas, seqüestro extorsivo, rebelião e terrorismo".

Em janeiro de 1991 as FARC atacaram uma base militar nos arredores de Girasoles, zona rural de La Macarena. Alguns militares morreram e várias pessoas ficaram feridas. Dezessete pessoas foram seqüestradas.

Segundo os promotores colombianos, o ataque foi dirigido por Francisco Collazzos, que seguia as ordens de Pedro Antonio Marín (conhecido como: "Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo") e Jorge Bricieño ("Mono Jojoy"), os dois principais chefes das FARC.

Fontes