Bases americanas na Colômbia e gripe suína dominam debates na Unasul

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Agência Brasil

10 de agosto de 2009

A influenza A (H1N1) – gripe suína – e a instalação de sete bases norte-americanas em território colombiano tomaram a maior parte do tempo dos chanceleres, ministros e outros representantes dos 12 países que formam a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), entre eles o Brasil, durante as discussões de ontem (9). A reunião é realizada em Quito, no Equador.

A presidente do Chile, Michele Bachelet, passa hoje (10) o comando da Unasul para Rafael Correa, que está iniciando o segundo mandato na Presidência do Equador.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Quito na madrugada desta segunda-feira para participar da cerimônia de posse de Correa, prevista para as 11h.

Ontem (9), durante a reunião em Quito, o conselho de saúde do bloco definiu uma estratégia para pedir aos países desenvolvidos, à Organização Mundial de Saúde (OMS) e aos laboratórios farmacêuticos o acesso a vacinas, medicamentos e assistência técnica para combater a influenza A (H1N1) - gripe suína.

A ministra da Saúde do Equador, Caroline Chang, disse que há necessidade de pelo menos 200 milhões de doses de vacina para a região, que tem cerca de 30% de sua população mais vulnerável à doença.

"Queremos o apoio da OMS na negociação com os laboratórios e com os países do primeiro mundo para garantir a vacina à população mais vulnerável dos países da região e evitar que interesses comerciais aproveitem o pânico provocado pela pandemia", afirmou a ministra.

Outro tema da reunião da Unasul foi a instalação de bases americanas na Colômbia. O presidente colombiano Álvaro Uribe não confirmou presença na cúpula da Unasul e nem na cerimônia de posse de Rafael Correa.

Na semana passada, Uribe percorreu sete países da região, entre eles o Brasil e a Argentina, para explicar a finalidade das bases militares. O governo colombiano afirma que elas serão usadas apenas para ajuda no combate ao narcotráfico e à atuação das Forças Armadas Revolucionárias do país (Farc).

A Unasul defende a criação de um conselho de segurança sem a participação dos Estados Unidos para discutir o assunto.

O conselho de ministros das Relações Exteriores da Unasul ratificou o "compromisso com a democracia como único sistema para resolver os desafios e dar maiores esperanças e oportunidades a seus povos com pleno respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais".

O conselho condenou "o golpe de Estado em Honduras" e reiterou que não reconhece "nenhuma convocação para eleições de parte do governo de fato". Ao final da nota oficial, convocou a "comunidade internacional para envidar recursos necessários e adotar novas medidas para assegurar a volta do presidente José Manuel Zelaya à presidência".

A Unasul foi criada em maio de 2008 com áreas de atuação bem definidas – diálogo político, integração física, meio ambiente, integração energética, desenvolvimento de mecanismos financeiros específicos (como o Banco do Sul), promoção da coesão social e uma aliança militar.

Fontes

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