Banco Central do Brasil aumenta para 6,2% a projeção da inflação e revê para 5,6% o crescimento do PIB para este ano

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Agência Brasil

22 de dezembro de 2008

O Banco Central do Brasil aumentou a projeção de inflação para este ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 6,1% para 6,2%, acima do centro da meta de 4,5%. A meta tem margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite superior é de 6,5% e o inferior é de 2,5%.

Essa projeção é feita com base no cenário chamado de referência, em que a taxa básica de juros, a Selic, permanecerá em 13,75% ao ano e a taxa de câmbio em R$ 2,40. As informações são do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (22).

Para 2009, no primeiro trimestre a estimativa de inflação é de 6,3% e 4,7% no último trimestre, enquanto que no quarto trimestre de 2010, a projeção ficou em 4,2%. A projeção para o final de 2009, no relatório de setembro, era de 4,8% e no fim do ano seguinte era de 4,7%.

No cenário de mercado, com base nas projeções de analistas de mercado da Selic e do câmbio, a projeção para a inflação de 2008 (6,2%) é de 0,2 ponto percentual maior do que no relatório anterior. Para o fim 2009, a expectiva é de inflação de 4,5%. Para o quarto trimestre de 2010, a projeção de inflação é de 4,3%.

O Banco Central também revisou de 5% para 5,6% a projeção para o crescimento da economia em 2008 (Produto Interno Bruto - PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). A estimativa também consta do Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje (22).

Segundo o relatório, essa estimativa maior é resultado da incorporação do crescimento econômico observado no terceiro trimestre deste ano. "Ressalte-se que o resultado expressivo assinalado no terceiro trimestre do ano não refletiu os impactos do agravamento da crise nos mercados financeiros sobre as condições de crédito e o nível de incertezas de consumidores e empresários, ambiente que deverá se traduzir em desaceleração da atividade econômica no último trimestre do ano".

Em 2009, no entanto, o BC considera que o PIB deve cair para 3,2%, o que deve ser "sustentado, pelo quarto ano consecutivo, exclusivamente pela demanda interna".

"A projeção para a expansão anual do PIB considera a ocorrência de desempenho favorável em todos os setores da economia, mas em cenário de desaceleração generalizada, em relação a 2008 e 2007", diz o relatório.



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