Avião desaparece na Amazônia

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Agência Brasil

30 de outubro de 2009

O comando da Aeronáutica confirmou o sumiço da aeronave C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB). O desaparecimento ocorreu na manhã de ontem (29), quando o avião fazia o trajeto entre os municípios de Cruzeiro do Sul (AC) e Tabatinga (AM). A aeronave decolou às 8h30, horário local, e deveria pousar em Tabatinga às 10h15.

Sete aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) realizam, neste momento, buscas pelo avião. Segundo o Comando da Aeronáutica, mais de 100 homens participam das operações. De acordo com o órgão, as buscas prosseguiram durante toda esta madrugada com a ajuda de um helicóptero HM-3 Cougar do Exército e uma aeronave R-99 da FAB equipados com sensor para varredura térmica. Porém, não foram econtrados sinais do avião desaparecido.

As aeronaves que estão sendo utilizadas hoje (30) para o trabalho de busca são dois helicópteros H-60L BlackHawk, um helicóptero HM-3 Super Cougar, um KC-130 Hércules, um SC-95 Bandeirante, dois C-150 Amazonas e um R-99, equipado com sistemas de busca termal. Esse mesmo modelo foi utilizado pela FAB durante as buscas pelo Airbus A330 da Air France que caiu no Oceano Atlântico em junho deste ano. As demais aeronaves fazem busca visual padrão pelo avião desaparecido.

O Comando da Aeronáutica confirmou que uma base militar já está funcionando em Cruzeiro do Sul. Em Tabatinga, há um destacamento da FAB, mas os trabalhos, por enquanto, serão coordenados pela base militar.

O Comando da Aeronáutica informou ainda que as condições meteorológicas eram boas no horário do desaparecimento do avião e que permanecem boas durante as operações de busca. As 11 pessoas a bordo participavam de ação de vacinação do Ministério da Saúde.

O modelo C-98 Caravan foi desenvolvido no início dos anos 80 nos Estados Unidos para transporte de pequenas cargas e passageiros em curtas distâncias. No Brasil, é utilizado desde 1987 em tarefas de apoio, utilitárias e de evacuação aeromédica. Também é usado pelo Correio Aéreo Nacional e em ações cívico-sociais do Exército.

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou que os passageiros foram designados pelo órgão para realizar um trabalho de imunização em índio de 40 aldeias da região. Ao todo, 3,7 mil indígenas do Vale do Javari receberiam as vacinas.

De acordo com a Funasa, a Operação Gota é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o da Defesa, por intermédio do Comando da Aeronáutica. O objetivo é oferecer a populações de áreas rurais e indígenas de difícil acesso vacinas do calendário básico.

Fontes

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