Autoridades criam aldeias para deslocados em Cabo Delgado

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1 de dezembro de 2020

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Novos assentamentos populacionais estão a ser criados na província moçambicana de Cabo Delgado face ao recrudesciento dos ataques da insurgência na região e ao crescente número de pessoas que fogem das zonas de conflito, provocando um drama humanitário.

As autoridades prevêm que sejam criadas pelo menos 100 aldeias na zona sul da província.

O plano inicial feito em setembro apontava para 80 assentamentos, mas foi alterado, dado que o número de deslocados não para de crescer.

As aldeias terão os serviços básicos, como escolas, hospitais e espaços para lazer, de acordo com um projecto de modelo-base já elaborado.

O secretário de Estado para a província de Cabo Delgado, Armindo Ngunga, assume que esta não é a melhor solução, mas pode minimizar o sofrimento das pessoas, que passarão a viver com alguma dignidade e segurança.

Algumas aldeias já estão a ser construídas no distrito de Ancuabe, que acolhe a maior parte dos deslocados.

Ngunga afirmou que o número de deslocados está a crescer, "e quando chegam a centros urbanos, os deslocados acomodam-se em quintais, vivem com familiares, às vezes ao relento, e isso não pode continuar assim".

O governante diz ser difícil imaginar as condições em que as pessoas vivem numa casa com capacidade para cinco indivíduos mas que acolhe mais de 40 "e, em alguns casos, até 50 pessoas".

Para a execução deste plano, são necessários mais de 71,5 biliões de meticais que, segundo Armindo Ngunga, servirão para fazer com que os deslocados tenham melhores condições do que aquelas que tinham nas zonas donde fugiram.

Recorde-se que, desde o início da insurgência em outubro de 2017, estima-se que cerca de 500 mil pessoas fugiram, enquanto mais de duas mil foram mortas.

Fontes

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